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Segundo o proprietário, a cada 10 clientes, 8 pagam pelos livros | Arquivo Pessoal/Marcelo Gonzaga
Segundo o proprietário, a cada 10 clientes, 8 pagam pelos livros| Foto: Arquivo Pessoal/Marcelo Gonzaga

Em meio ao alto movimento da temporada no Litoral do Paraná, uma livraria em um shopping de Guaratuba está dando um voto de confiança aos clientes. Em funcionamento desde o dia 15 de dezembro, a loja TopLivros não tem nenhum vendedor, operador de caixa ou segurança, e fica por conta do cliente fazer o pagamento e sair de consciência limpa. Por enquanto, cerca de 8 em cada 10 compradores têm sido honestos, segundo o proprietário Marceli Gonzaga.

Com a ausência de funcionários para explicar a novidade, é lendo os banners espalhados pela loja que o cliente entende como funciona o serviço. Após escolher os exemplares – das mais variadas temáticas –, basta inserir o valor correspondente em uma caixa, pegar a própria sacola e ir embora. Os livros são vendidos a um preço fixo de dois por R$ 10. Para quem desejar receber a nota fiscal da compra, a TopLivros também tem um banner explicando como proceder. Basta enviar um e-mail ou uma mensagem por WhatsApp pedindo o comprovante.

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Apesar de parecer ousada, a ideia, segundo o proprietário, tem dado certo: “Desde o início das atividades, tivemos 15% a 20% do livros roubados, porcentagem que ainda deixa a operação viável”, explica. De acordo com Gonzaga, a ideia de autoatendimento lhe agradava desde o início da rede de livros, há 25 anos, mas teve que esperar uma oportunidade para colocá-la em prática. “O shopping Moda Verão cedeu um espaço para eu colocar essa loja em caráter experimental. Pelo que eu estou vendo, parece viável que um negócio assim funcione se for isento de aluguel ou conseguir baixá-lo, pagando uma porcentagem da venda para o estabelecimento, por exemplo”, avalia o comerciante.

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Marcelo Gonzaga

Poucos roubos, poucas vendas

Mesmo com a taxa de roubos se mantendo em um limite que Gozanga considera aceitável, a quantidade de vendas tem atingido apenas a metade das saídas registradas em lojas da marca que têm funcionários. “Acho que é uma questão de hábito. As pessoas ficam meio constrangidas, pois estão acostumadas ao ato de pagar a alguém”, opina Gonzaga, que acha que a população irá se acostumar e que o autoatendimento é o futuro.

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Quanto aos motivos para uma loja sem funcionários, o comerciante explica que estão relacionados ao seu produto. “Eu sempre tive vontade de deixar os clientes o mais livres possível para escolher seus livros, sem ninguém pra ficar observando”, justifica. Para o proprietário, porém, esse nível de confiança só é possível porque livros não são objetos de grande valor comercial ou objetos de desejo.

Como a loja de Guaratuba funciona em um shopping de temporada, quem quiser experimentar o autoatendimento tem até o mês de março para conferir. Por isso, o plano de Gonzaga é encontrar outros lugares para continuar testando o modelo.

A loja fica no Shopping Feira Moda Verão, na Av. 29 de Abril, em, Guaratuba.

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