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Câmeras vão funcionar inicialmente apenas em dois ônibus da linha Curitiba-Araucária
Câmeras vão funcionar inicialmente apenas em dois ônibus da linha Curitiba-Araucária| Foto: Albari Rosa / Arquivo Gazeta do Povo

Começaram os testes em ônibus metropolitanos de Curitiba com câmeras que fazem a contagem em tempo real do número de passageiros e enviam as informações para uma sala de controle.

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) destaca que as câmeras vão gerar dados instantâneos e permitir uma análise mais rápida da operação e, consequentemente, “uma tomada de decisão mais ágil e assertiva” para intervir nos horários de pico.

“Nos horários de pico temos cerca de 650 ônibus circulando, mas não conseguimos manter um fiscal em cada um deles. A nova tecnologia poderá nos oferecer as informações necessárias para a tomada de decisão e em tempo real”, afirma Gilson Santos, presidente da Comec.

Além da contagem de usuários, o sistema oferece informações para gestão de frota dos veículos, manutenção preventiva, dados de eficiência da linha, paradas de embarque e desembarque mais utilizadas, entre outros dados. A gravação das imagens no interior dos veículos também deve ter efeito sobre a segurança pública, “intimidando e até espantando pessoas mal-intencionadas”, segundo Santos.

Projeto-piloto das câmeras nos ônibus é patrocinado pela ACP

O projeto-piloto é patrocinado pela Associação Comercial do Paraná (ACP) e atenua o “jogo de empurra” sobre a culpa da disseminação da Covid na capital, que tem colocado em lados opostos a própria ACP e os responsáveis pelo transporte coletivo. O presidente da ACP, Camilo Turmina, é crítico da taxa de ocupação de 70% dos ônibus permitida pela Urbs há cerca de um mês e que já levou o Tribunal de Contas a determinar a suspensão dos serviços de ônibus - medida depois cassada pelo Tribunal de Justiça. Turmina defende ocupação de 50% dos ônibus e escalonamento dos horários do comércio, com shoppings abrindo e fechando mais tarde, por exemplo. A ACP também propõe um rodízio nos dias de funcionamento do comércio para que nenhuma atividade precise fechar em caso de bandeira vermelha. Segundo ele, “hoje só existem dois tipos de aglomerações: as festinhas clandestinas e o transporte público”.

Já o presidente da Comec, Gilson Santos, argumentou recentemente, em artigo de opinião nesta Gazeta, que o transporte coletivo é serviço essencial e não pode ser apontado como vilão da pandemia.

O Decreto Estadual 4.951, de julho de 2020, exige que os ônibus transitem com lotação máxima de 65% da capacidade. No entanto, o presidente da Comec já afirmou “a impossibilidade de praticar distanciamento social no transporte coletivo” e defende horários escalonados no comércio para evitar as lotações.

Os testes com as câmeras estão sendo realizados em dois veículos da empresa TC Araucária, concessionária de transporte coletivo na RMC. O sistema foi desenvolvido pela startup Milênio Bus. Um sinal vermelho será aceso caso o ônibus ultrapasse o limite de passageiros permitidos.

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