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TRANSPORTE

Cortejo fúnebre na Rua XV chama a atenção para violência nos ônibus

A ação foi realizada por motoristas e cobradores nesta quarta-feira (20), mas não contou com paralisação do transporte coletivo

  • PorRaquel Derevecki
  • 20/09/2017 19:04
 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Motoristas e cobradores de ônibus caminharam pelo Centro de Curitiba carregando cruzes e dois caixões na tarde desta quarta-feira (20) em um ato pedindo mais segurança no transporte público. O protesto reuniu cerca de 100 pessoas, que seguiram da Praça Rui Barbosa até a Praça Santos Andrade pela rua XV de Novembro.

A ação não afetou a circulação de ônibus na capital, ao contrário do que o sindicato que representa motoristas e cobradores da cidade (Sindimoc) informou inicialmente. No início do mês, a categoria anunciou o ato desta quarta-feira envolveria uma paralisação total, mas voltou atrás após uma assembleia realizada no último dia 19. Além disso, na semana passada, o sindicato também cancelou as outras paralisações agendadas sob alegação de que a classe estava sob ameaça de desconto de salário e demissões. Os motoristas estão sendo coagidos pelas empresas a não se manifestarem”, afirmou Anderson Teixeira, presidente do sindicato.

Segundo ele, esse motivo influenciou também no número de manifestantes na ação de hoje, que foi mais tímido do que o registrado nos atos anteriores. “Diante da crise econômica atual do nosso país, o funcionário não pode colocar seu emprego em jogo, mesmo que a situação da insegurança coloque sua vida em risco”, lamentou.

Mesmo assim, motoristas como Gilmar Martins Machado, 46, marcaram presença na ação. Atuando desde junho deste ano na linha Planalto, em Colombo, ele garante que as reivindicações da categoria podem mudar a realidade atual. “Em quatro meses de trabalho, meu ônibus já foi assaltado quatro vezes e os passageiros também sofrem com isso”.

“Cortejo fúnebre”

Por isso, Gilmar acompanhou os outros manifestantes pelo Centro da capital chamando a atenção de pedestres como a servente Laodiceia Pimentel, de 34 anos. Ela estava tomando um sorvete no momento em que avistou o “cortejo fúnebre” deixar a praça Rui Barbosa e em direção à Boca Maldita. “Meu coração disparou. Eu não sabia o que estava acontecendo”, comentou.

Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Mas bastou alguns segundos ouvindo gritos de “busão violento, assim eu não aguento”, para que ela entendesse o motivo da ação. “Tenho acompanhado notícias a respeito dos protestos dos motoristas pedindo mais segurança. Eu ainda não fui assaltada dentro de um ônibus, mas quero entrar no coletivo sem ter medo de ser uma vítima”, relatou.

Os manifestantes seguiram pelo Calçadão da Rua XV atraindo a atenção de outros pedestres e comerciantes. “Está certo o que eles estão fazendo. Meu pai se aposentou nessa profissão e eu sei como ele sofreu”, disse o vendedor Marcos Vinicius Meira, 28, que saiu da loja em que trabalha para olhar o “cortejo”.

Resultados

Segundo o presidente do Sindimoc, essa e as demais ações do “Setembro em Luto” chamaram a atenção para o problema de insegurança no transporte coletivo e os primeiros resultados já apareceram. “Hoje saiu o primeiro ônibus com câmera de segurança, em Colombo”, comemorou.

Entretanto, ele afirma que a capital ainda não se pronunciou a respeito das solicitações da categoria. “Apenas a Comec [responsável pelo transporte na região metropolitana] tem mostrado interesse no problema, então queremos que o governo municipal e a Urbs também mostrem boa vontade para resolver o problema. É preciso dar o primeiro passo para isso”, solicitou.

Além das câmeras, a classe ainda pede a criação de uma delegacia dedicada para atender crimes no sistema de transporte, além de um maior efetivo da Guarda Municipal.

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