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Iniciativas

Oscar Niemeyer, Louvre, Dalí: como os museus driblam as barreiras do isolamento

  • 07/06/2020 08:00
Museu Oscar Niemeyer (MON) registrou um crescimento de 1.200% nas visitas virtuais em 3D.
Museu Oscar Niemeyer (MON) registrou um crescimento de 1.200% nas visitas virtuais em 3D.| Foto: Carlos Renato Fernandes/Divulgação

As medidas de isolamento e distanciamento social têm mudado a forma como se consome a arte no mundo. Dentre os setores que mais foram prejudicados, o artístico, talvez, tenha sido um dos que mais sentiu o baque. Com museus e galerias fechadas, curadores e criadores tiveram que se readequar a essa tão falada “nova realidade” para que suas obras cheguem ao grande público. Hoje a internet tenta, de alguma forma, suprir essa carência, disponibilizando centenas de milhares de trabalhos de autores famosos e anônimos, dando vida inclusive àqueles que antes não eram vistos. A inventividade se mostra mais rápida do que o vírus, fazendo com que o “ócio criativo” seja levado ao pé da letra e dando vida a novas iniciativas. Enquanto alguns espaços fecham as portas, novas vitrines expõem peças que retratam as manifestações artísticas durante a pandemia do coronavírus Confira nas linhas a seguir uma lista com alguns museus virtuais e outras ações para apreciar boas obras sem sair de casa.

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Com o fechamento de galerias e museus em razão da pandemia, curadores e artistas criaram maneiras de levar suas obras ao grande público.
Com o fechamento de galerias e museus em razão da pandemia, curadores e artistas criaram maneiras de levar suas obras ao grande público.| Marcello Kawase/Divulgação

The Covid Art Museum

Iniciativa criada pelos publicitários espanhóis Emma Calvo, José Guerrero e Irene Llorca, a página do Instagram The Covid Art Museum arrebatou dezenas de milhares de seguidores em pouco tempo. Autointitulado “o primeiro museu de arte do mundo nascido durante a quarentena da Covid-19”, o espaço criado no dia 19 de março já conta com 112 mil admiradores e recebe trabalhos de artistas do mundo inteiro. O objetivo é coletar manifestações artísticas sobre a pandemia, além de dar visibilidade para artistas que estão em plena atividade durante a quarentena. “A ideia do Museu de Arte Covid nasceu nos primeiros dias de quarentena na Espanha. Percebemos que muitos dos nossos conhecidos usavam a arte para se ocupar durante o confinamento. Vimos rapidamente que isso não ocorria apenas com eles. Com a quarentena, a produção artística estava aumentando. Observamos essa tendência e nos perguntamos: “o que vai acontecer com todas essas obras que as pessoas estão criando em suas casas?”, relatam os criadores.

Desde então já foram recebidos mais de 5 mil trabalhos de mais de 100 países do mundo, com destaque para o Brasil, que está entre os maiores colaboradores, ao lado dos Estados Unidos e da própria Espanha. Já foram publicadas na página mais de 492 imagens entre gravuras, fotografias, ilustrações, dentre outras.

Museu do Isolamento Brasileiro

Inspirada na iniciativa espanhola, a criadora de conteúdo Luiza Adas deu vida ao perfil Museu do Isolamento Brasileiro no Instagram [museudoisolamento.com] também com o objetivo de divulgar o trabalho de artistas brasileiros que estejam produzindo suas obras durante o período de isolamento. Em pouco tempo desde sua criação, no início de maio, já são mais de 26 mil seguidores e 618 trabalhos publicados. De acordo ela, a ação pretende expor os projetos de uma maneira mais democrática. Dessa forma, os artistas podem alcançar novos apreciadores, novos seguidores e até mesmo novos trabalhos. Para aqueles que consomem, admiram arte, e estão sentindo falta de frequentar atividades artísticas, o museu busca ser uma instituição que vai até você e que está lá para te mostrar obras e novos artistas, quando e onde você quiser. “Queremos manter o ecossistema da arte brasileira conectado, mesmo em um momento de distanciamento.”, diz a criadora.

Museu Oscar Niemeyer (MON)

O Museu Oscar Niemeyer (MON) tem um dos mais importantes acervos do país, composto por mais de 7 mil obras de arte visuais, de arquitetura e design. Dentre elas, estão nomes como João Turin, Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, Guido Viaro, Helena Wong, Tarsila do Amaral, Miguel Bakun, Cândido Portinari, Ianelli, Caribé, Andy Warhol, Di Cavalcanti, Francisco Brennand, Tomie Ohtake, além do próprio Niemeyer.

Considerado o maior museu da América Latina e com um público superior a 360 mil visitantes por ano, o espaço foi fechado no dia 17 de março e ainda não tem um prazo para reabrir. Todo esse acervo, porém, pode ser visto por meio de uma visita virtual em 3D oferecida pela própria instituição. Por lá é possível visitar quase 180 exposições, desde as que estão em cartaz como outras que já passaram por lá, desde 2010. A visita é realizada por todas as salas disponíveis no espaço e algumas marcações mostram detalhes das obras. E a iniciativa, que não é novidade, parece ter caído no gosto do público. Somente no primeiro mês de quarentena, em abril, o MON registrou um aumento de 1.200% no número de acessos à sua visita virtual em relação ao mesmo período do ano passado. Foram realizadas 8.933 visitas virtuais neste ano e 649 em 2019. Acesse pelo endereço: https://www.museuoscarniemeyer.org.br/visite/visita-virtual-3D

Outra ferramenta importante, que possibilita visitas online às exposições do MON, é o Google Arts & Culture. O museu curitibano integra a plataforma desde fevereiro de 2018, ao lado dos grandes museus do Brasil e do mundo. Atualmente, conta com oito exposições: “Luz ≅ Matéria”; “Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses”; “Nos Pormenores um Universo – Centenário de Vilanova Artigas”; “Irmãos Campana”; “Não Está Claro até que a Noite Caia”, da artista Juliana Stein, “Circonjecturas”, do artista Rafael Silveira, “O Último Império”, do fotógrafo Serguei Maksimishin, e “Man Ray em Paris”. Visite pelo endereço: https://artsandculture.google.com/partner/museu-oscar-niemeyer

Google Arts & Culture

A exposição “Circonjecturas”, do artista Rafael Silveira, pode ser visitada virtualmente pelo Google Arts & Culture.
A exposição “Circonjecturas”, do artista Rafael Silveira, pode ser visitada virtualmente pelo Google Arts & Culture.| MON/Divulgação

Lançado em 2011, o Google Arts & Culture é uma plataforma que mantêm uma parcerias com mais de 2 mil museus e instituições culturais de 80 países e mais de 60 no Brasil para que as pessoas, de qualquer lugar, possam explorar algumas das coleções de arte mais emblemáticas da história. Na visita virtual também é possível fazer um tour por algumas exposições guiado por especialistas. Dentre os museus disponíveis para “visitação” estão Museu Van Gogh, em Amsterdã; Galeria Nacional de Arte de Washington (EUA), Museu Orsay de Paris, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e Instituto de Arte de Chicago. Acesse pelo endereço: https://artsandculture.google.com/. Também está disponível para smartphones por meio de aplicativo.

Teatro Museu de Dalí (Espanha)

Criado pelo próprio Salvador Dalí, o Teatro Museu que leva seu nome oferece uma experiência de imersão total durante sua visita virtual. Recheado de obras do espanhol, ícone mundial do surrealismo, o espaço disponibiliza também um olhar sobre as criações de outros artistas escolhido por ele para compor o acervo. Na visita é possível ver obras variadas, como pinturas clássicas, esculturas e joias desenhadas por Dalí. Acesse o endereço: https://www.salvador-dali.org/en/museums/dali-theatre-museum-in-figueres/visita-virtual/

Teatro Museu criado pelo mestre do surrealismo, Salvador Dalí, oferece uma visita imersiva por suas salas e corredores.
Teatro Museu criado pelo mestre do surrealismo, Salvador Dalí, oferece uma visita imersiva por suas salas e corredores. | Divulgação

Museu do Louvre (França)

O museu mais famoso do mundo também encerrou temporariamente suas atividades em razão do coronavírus. A reabertura está programada para acontecer no dia 6 de julho. Até lá, é possível ver algumas das obras mais importantes da história por meio de uma visita virtual. Pelas galerias o visitante pode conhecer em detalhes parte do acervo, como antiguidades orientais, gregas e romanas, incluindo pinturas e esculturas, além de um valioso conjunto de obras do Egito Antigo, a maior coleção fora do museu do Cairo, como as lendárias esfinges e os sarcófagos de antigos faraós. Há, claro, uma sessão especial toda dedicada à musa eterna de Da Vinci, Mona Lisa. Por meio do aplicativo gratuito "Mona Lisa: Beyond the Glass" – disponível para Android e IOS - é possível fazer uma imersão em Realidade Virtual para conhecer detalhes da história da obra. Saiba mais no endereço: https://www.louvre.fr/en/visites-en-ligne

Museu da Sociedade Histórica de Nova Iorque (EUA)

Tida como uma das instituições culturais mais importantes dos Estados Unidos, o Museu da Sociedade Histórica de Nova Iorque, o primeiro da cidade, fundado em 1804, é reconhecido pelo seu acervo composto por mais de 1,6 milhões de peças que contam a história da sociedade americana em detalhes, assim como os fatos que marcaram a sociedade do país. A instituição tem por tradição unir ao seu conjunto de obras materiais relevantes que sejam incorporados durante ou imediatamente após grandes acontecimentos históricos, como celebrações, protestos, tragédias e desastres naturais. Neste momento de pandemia, o museu está recebendo a doação de objetos e obras sobre a Covid-19. “Estamos coletando materiais relacionados à pandemia da Covid-19 e sua súbita e trágica interrupção de vidas em todo o mundo. As gerações futuras vão querer entender como foi viver esse momento”, diz o museu em sua página oficial. Suas exposições virtuais podem ser visitadas no endereço: https://www.nyhistory.org/exhibitions/online-exhibitions

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