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Planos de vacinação divergem sobre estimativa de pessoas em situação de rua
| Foto: Linei Filho/Tribuna do Paraná

Ainda não há uma data certa para vacinação contra Covid-19 das pessoas em situação de rua, mas, no plano nacional de imunização, elas estão dentro do grupo prioritário, e logo atrás dos idosos, das pessoas com alguma comorbidade e das pessoas com deficiência permanente grave. E a expectativa do governo do Paraná é vacinar todo o grupo prioritário até o final de maio - ou seja, faltariam menos de dois meses para a vacinação das pessoas em situação de rua. A quantidade de pessoas que estão sem moradia em Curitiba e no Paraná, contudo, não está clara nos planos de vacinação, que fizeram uma estimativa populacional para cada um dos subgrupos que integram o grupo prioritário.

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No plano estadual de imunização, que leva em consideração os dados enviados pelo governo federal, o Paraná teria um total de 3.391 pessoas em situação de rua. Mas, no plano municipal de vacinação elaborado pela prefeitura de Curitiba, a estimativa é de 4.500 pessoas somente na capital paranaense.

Procurada pela Gazeta do Povo, a prefeitura de Curitiba não comentou a divergência, se limitando a informar em nota que, para fazer a estimativa do tamanho deste grupo, utilizou “dados do prontuário eletrônico, onde estão cadastradas pessoas autorreferidas como em situação de rua”.

A prefeitura também não deu detalhes sobre de que forma planeja a vacinação das pessoas em situação de rua: “As estratégias para levar a vacinação até esse grupo estão sendo avaliadas pela Secretaria Municipal da Saúde e contará com apoio da Fundação de Ação Social”. “O avanço da vacinação para os grupos que ainda não receberam o imunizante contra a Covid-19 depende da quantidade de doses enviadas ao município”, continuou a prefeitura, em nota.

Já o governo do Paraná tem informado que as estimativas de todos os subgrupos que constam no plano estadual de vacinação foram encaminhadas pelo governo federal e podem ser alteradas ao longo da campanha de imunização. Para estimar a população em situação de rua, o governo federal usou a base do CadSUAS, de novembro de 2020. O CadSUAS é o cadastro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ligado ao Ministério do Desenvolvimento Social.

A estimativa populacional de cada subgrupo é um ponto importante porque é com base nela que o governo federal calcula a quantidade de doses da vacina que enviará aos estados brasileiros. Atualmente, o país está concentrado na vacinação dos idosos - parte das remessas recentes do Ministério da Saúde aos estados também incluiu doses para trabalhadores das forças de segurança.

Trabalhadores da saúde

Não é o único caso de divergência em estimativas populacionais. No último dia 9, a Gazeta do Povo mostrou divergências nos planos estadual e de Curitiba em relação ao grupo dos trabalhadores da saúde. Na estimativa do Ministério da Saúde, seriam 60.332 trabalhadores da saúde em Curitiba. Já no plano municipal de Curitiba, a prefeitura aponta que o grupo é formado por 89.801 pessoas.

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