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Enquanto os Estados Unidos e a Europa se lamentam em cima de gigantescos déficits e ameaças a uma retomada frágil, a América Latina reserva surpresas, diz reportagem da edição de hoje do jornal The New York Times. Segundo a publicação norte-americana, de um passado de não pagamento de dívidas, desvalorização cambial e necessidade de resgate de países ricos, a América Latina está agora experimentando um crescimento que deixa com inveja as nações do Hemisfério Norte.

A forte demanda da Ásia por matérias-primas, como minério de ferro e ouro, aliada a uma combinação de políticas em vários países latino-americanos que ajudam a controlar os déficits e manter a inflação baixa, está encorajando investimentos e alimentando o crescimento. O Banco Mundial estima que a região irá crescer 4,5% este ano.

Segundo o jornal, o recente crescimento da região superou as próprias estimativas do governo. O Brasil, a potência emergente da região, lidera o processo de retomada da crise e cresceu 9% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. O Banco Central brasileiro previu ontem (no Relatório Trimestral de Inflação) que o crescimento em 2010 poderá atingir 7,3%, a expansão mais veloz em 24 anos.

"Como outros países latino-americanos, o Brasil precisa melhorar em infraestrutura e treinar mais engenheiros. Mas o País já reforça o crescimento dos poderes dos emergentes", ressalta o ex-oficial do Departamento do Comércio dos EUA na administração Clinton David Rothkopf, em entrevista ao The New York Times.

Além do Brasil, o jornal destaca o México, que depois de uma contração forte no ano passado cresceu 4,3% no primeiro trimestre e pode atingir 5% este ano, possivelmente ultrapassando o ritmo de crescimento da economia dos EUA. O artigo ressalta que os países menores da América Latina, como o Peru, também estão crescendo rápido.

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