O blecaute que atinge a região Nordeste na tarde desta quarta-feira (28) já causa muitos transtornos para a população. Os reflexos mais imediatos se dão sobretudo no trânsito, em razão dos sinais apagados, e nas redes de comunicação.

CARREGANDO :)

Em Salvador todos os semáforos pararam de funcionar, segundo a empresa municipal de trânsito. Comerciantes estavam fechando as portas mais cedo em decorrência da queda dos sistemas de pagamento.

O blecaute também afetou o funcionamento da sinalização de trânsito em Fortaleza, que já registra engarrafamentos e filas nos pontos de ônibus. Pelo menos um hospital particular suspendeu o atendimento de emergência em casos mais simples em razão da impossibilidade de realização de exames.

Publicidade

Também há inúmeros relatos de pessoas presas em elevadores. Na capital baiana, em apenas uma rua no bairro da Pituba, região nobre da cidade, cinco prédios registravam o problema.

Felipe Plessim, 27, conversou com a reportagem enquanto estava preso no elevador de seu prédio. Afirmou que estava indo para a faculdade e que provavelmente perderá as aulas, mas que a situação estava tranquila porque ainda conseguia falar pelo celular.

No Piauí, o apagão afetou todos os 224 municípios no Estado, causando transtornos principalmente nos hospitais e trânsito. A Eletrobras também confirmou apagão total em Alagoas, onde as escolas estaduais dispensaram os alunos mais cedo em razão da falta de energia.

Na Paraíba, as ligações de celular e a internet móvel foram afetadas. A comunicação estava complicada na capital, João Pessoa.

Histórico

Publicidade

Desde setembro do ano passado, quando Dilma anunciou que haveria um corte médio de 20% nas tarifas de energia aos consumidores a partir deste ano, ocorreram seis blecautes de grandes proporções em diversos Estados brasileiros.

No ano passado, as falhas no fornecimento de energia fizeram o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) vir a público para tranquilizar a população. Segundo ele, não haverá racionamento de energia elétrica no país "nem agora, nem nunca mais".