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 | André Rodrigues/Gazeta do Povo
| Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Depois de anos crescendo na casa dos dois dígitos, o setor de franquias passou a apresentar taxas mais modestas de evolução, mas compatíveis com o momento econômico recessivo do país. O faturamento das redes cresceu 8% em 2016 e atingiu R$ 150,7 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). O resultado está acima da inflação do período, que terminou o ano em 6,29%, e ficou quase no mesmo patamar do avanço de 8,3% registrado em 2015.

A taxa, porém, é menor do que a registrada no início desta década, quando o setor crescia na casa dos dois dígitos. Em 2010, por exemplo, o setor cresceu 20,4% e em 2011, o percentual foi de 16,9%, todos resultados bem acima da inflação. Em 2012, último ano de crescimento expressivo, as franquias aumentaram o seu faturamento em 20,7%.

Os resultados mais modestos começaram a aparecer em 2013, junto com a redução do consumo e, depois, início da crise econômica. Em 2013, o setor cresceu na casa dos 10% e, no ano seguinte, avançou 8,9%. Já no ano retrasado, as franquias tiveram sua primeira queda real no faturamento nesta década, ao registrarem uma perda real de 2,37%.

Redes e unidades franqueadas

O crescimento de 8% em 2016 foi influenciado pelo aumento no número de unidades franqueadas. São 142 mil lojas no país, número 3,10% maior do que o registrado no ano anterior. “Isso demonstra que o franchising está abrindo lojas mesmo durante a crise”, afirmou o diretor de Inteligência de Mercado da ABF, Claudio Tieghi, em entrevista coletiva.

Apesar de o franchising ter aumentando o número de unidades, as redes diminuíram em 1,1% em 2016. São 3.039 marcas com unidades franqueadas, contra 3.073 existentes em 2015. Foi a primeira vez em mais de 20 anos que caiu o número de redes franqueadoras.

Tieghi afirmou que nenhuma grande rede deixou o franchising no país em 2016. Foram, segundo o diretor da ABF, redes menores e com pouco tempo de vida. “Num momento de uma economia mais exigente, ser um franqueado deixa de ser o foco de determinadas marcas. É o caso de marcas que operavam com quatro ou cinco unidades franqueadas”, disse.

Emprego e concentração

As pouco mais de 3 mil unidades franqueadas empregavam 1,2 milhão de pessoas em 2016, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior. A maior parte da lojas estava concentrada no Sudeste (71%), com a região Sul aparecendo na segunda colocação (17%). O Paraná é o terceiro estado com o maior número de unidades, com 8%, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, com respectivamente 53% e 11%.

Os dados são uma prévia e, por isso, não incluem o desempenho por segmento.

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