A Moody's não alterou a análise de fundamentos sobre países como Brasil, Turquia, África do Sul, Índia e Indonésia, apesar da volatilidade que vem assombrado esses mercados, disse o principal analista soberano da agência de classificação de risco, Bart Oosterveld.

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Contudo, Oosterveld afirmou, em entrevista à Reuters, que a Ucrânia e a Rússia são casos especiais. No domingo, a população da Crimeia aprovou com ampla maioria a anexação da região do sul da Ucrânia à Rússia, em referendo classificado como ilegal por Kiev e pelo Ocidente.

A intensidade e a duração de quaisquer sanções ocidentais à Crimeia será importante fator para decidir a postura futura da agência sobre a Rússia, disse Oosterveld.

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Segundo o analista, a Moody's acredita ainda que diminuiu a probabilidade de as economias mais fortes da zona do euro tenham de resgatar outros países mais fracos.

A Moody's tem sido a agência de classificação de risco mais pessimista sobre a zona do euro. Mas essa postura está mudando.

A Moody's tem um quadro muito diferente da zona do euro em comparação com alguns anos trás", afirmou Oosterveld. "Para países centrais, como Alemanha e Países Baixos, chegamos à conclusão de que o risco de um novo resgate foi reduzido".