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Tensão no mercado

Após "circuit break", Bovespa retoma pregão com fortes perdas

Mercados mundiais têm um dos piores dias desde o início da crise. Após cair 10%, mercado foi interrompido pela 3ª vez na semana

  • G1/Globo.com, com agências
Nervosismo em mais um dia tensão na Bovespa |
Nervosismo em mais um dia tensão na Bovespa
 
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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retoma com perdas suas negociações nesta sexta-feira (10), após ter interrompido os negócios com o circuit breaker às 10h35, pela terceira vez nas semana, devido a uma queda superior a 10%. Por volta das 14h23, o Ibovespa - principal referência do mercado brasileiro - mostrava uma baixa de 8,02%, aos 34.107 pontos.

A influência da ação coordenada de vários bancos centrais mundiais na quarta-feira, com cortes de juros, se dissipou e voltou a dar lugar ao caos. No mundo todo, os mercados sofrem fortes perdas com o alastramento da crise. Nem mesmo o discurso do presidente Bush - que disse que está agindo "e continuará a agir" para restaurar a estabilidade - conseguiu acalmar a maior parte das bolsas.

Na bolsa paulista, também contribui para o pessimismo o fato de algumas empresas importantes estarem enfrentando dificuldades com posicionamentos financeiros importantes em dólar. Assim como Sadia e Aracruz, os agentes lidam com suspeitas de outras grandes empresas listadas com problemas. Hoje, o Grupo Votorantim, que tem o capital fechado, anunciou perda de R$ 2,2 bilhões com operações de swap com verificação em dólar.

Na Europa, por volta das 13h (horário de Brasília), a bolsa de Londres recuava 8,48%. Em Paris, o CAC 40 perdia 7,73%; na Alemanha, o DAX caía 8,05%. Já o indicador espanhol Ibex recuava 9,14%. As autoridades reguladoras dos mercados russos impediram que as bolsas de Moscou, uma cotada em dólares (RTS) e outra em rublos (Micex), abrissem esta sexta.

Na Ásia, as bolsas registraram seu pior dia desde o início da crise. Em Tóquio, o índice Nikkei chegou a recuar 11,38%. Acabou fechando no vermelho de 9,62%, seu pior desempenho desde 28 de maio de 2003. Numa tentativa de alavancar o mercado, o Banco do Japão (BOJ) forneceu 3,5 trilhões de ienes (US$ 35,4 bilhões) para aliviar a situação do setor financeiro. A turbulência derrubou a companhia de seguros japonesa Yamato Life Insurance, que pediu a proteção da lei de falências.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou em queda acentuada de 7,19%. Em Seul, a bolsa sul-coreana mergulhou 4,13%. A Bolsa de Valores de Xangai resistiu aos índices alarmantes dos principais mercados asiáticos, mas também encerrou o pregão no vermelho: 3,57%.

Panorama nos EUA

Em Nova York, após registrarem recuos de quase 8% na abertura, as bolsas reduziram suas perdas - O Dow Jones chegou a operar de modo positivo por alguns momentos - mas agora volta a registrar fortes recuos. Por volta das 14h26, o Dow Jones caía 4,57%.

Na quinta-feira, o Dow Jones desmoronou 7,33%, a 8.579 pontos, em meio aos números negativos de algumas das maiores empresas do país e de temores que o corte coordenado de juros das principais economias mundiais possa não ser ser suficiente para impedir uma recessão global.

Medidas drásticas

Para tentar conter o caos dos mercados, o governo dos EUA está estudando duas medidas drásticas para tentar resolver os problemas dos mercados financeiros, segundo reportagem do "Wall Street Journal" desta sexta: garantir bilhões de dólares em dívida bancária e assegurar temporariamente todos os depósitos em bancos no país. Se as decisões forem implementadas, elas significarão a mais ampla intervenção governamental já ocorrida no sistema.

Os investidores também acompanham o encontro do G7 em Washington, que reúne economista e presidentes de bancos centrais das economias desenvolvidas. As discussões serão sobre a crise e possíveis soluções globais que evitem o colapso econômico no mundo tudo.

Os países do G20, do qual faz parte o Brasil, se reúnem no sábado. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, também cumprem agenda nesta sexta em Washington.

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