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Dívida

Argentina faz pré-acordo com credores italianos para pagar US$ 900 milhões

Documento prevê que argentinos paguem o valor devido mais um terço da taxa de juros que havia sido determinada pelo foro de arbitragem do Banco Mundial

Ordem do presidente Mauricio Macri é normalizar as relações financeiras internacionais da Argentina. | Casa Rosada/Fotos Públicas
Ordem do presidente Mauricio Macri é normalizar as relações financeiras internacionais da Argentina. (Foto: Casa Rosada/Fotos Públicas)

A Argentina anunciou que fechou um pré-acordo com credores italianos que não aceitaram a reestruturação da dívida relativa ao calote de 2001. Trata-se de US$ 900 milhões (R$ 3,6 bilhões) em títulos devidos a cerca de 50 mil pessoas. O valor representa 15% da dívida total.

Assinado no último fim de semana em Nova York, o documento prevê que a Argentina pague o valor devido mais um terço da taxa de juros que havia sido determinada pelo foro de arbitragem do Banco Mundial. O juros acertado é de 3% ao ano.

“Vamos avançando na linha que nos pediu o presidente [Mauricio Macri] de normalizar as relações financeiras internacionais”, afirmou nesta terça-feira (2), em entrevista coletiva, o ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay.

Primeiro passo

O acordo com os italianos é o primeiro passo para que o país possa a voltar ao mercado de crédito internacional, do qual foi afastado em meados de 2014.

À época, o governo de Cristina Kirchner se recusou a acatar a decisão da Justiça americana que obrigava o pagamento dos fundos abutres -como foram apelidados pelo kirchnerismo os credores que compraram os papéis “podres” da dívida externa e não aceitaram a reestruturação.

Um acordo entre as partes e a possibilidade de se endividar no exterior mais uma vez é essencial para o projeto econômico de Macri. A intenção, segundo o governo, é tomar financiamento para investir em infraestrutura.

Representantes do presidente estão nesta semana nos Estados Unidos negociando com os abutres e as propostas deverão se apresentadas nesta quarta (3).

Prat Gay afirmou que o governo está com boa vontade para fechar um acordo, mas que “há alguns que querem cobrar taxas de juros inaceitáveis”.

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