Os Estados Unidos oficializaram na noite desta quarta-feira (15) um novo tarifaço de 25% ao Brasil que atinge alguns produtos que entram no território americano. O tarifaço afetará exportações brasileiras equivalentes a US$ 11 bilhões, segundo estimativa da Amcham Brasil. Os setores de máquinas, calçados e móveis devem sofrer maior pressão, segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) criticou, nesta quarta-feira (16), a atuação diplomática do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros poderia ter sido evitada.
Este será o ponto de partida do programa Última Análise desta quinta-feira (16). Hoje participam do programa o escritor Francisco Escorsim, o jurista e historiador Enio Viterbo e a advogada Fabiana Barroso.
Moraes entre os culpados
O programa também vai falar a respeito da declaração do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que afirmou que decisões da Justiça brasileira contra empresas de tecnologia norte-americanas estão entre as razões que levaram o governo de Donald Trump a tomar a medida.
Lula acusa família Bolsonaro
Os convidados vão analisar, ainda, a reação petista. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, convocou integrantes de um grupo chamado “Porta-vozes de Lula” para intensificarem publicações nas redes sociais responsabilizando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Impacto divide especialistas
Por fim, o programa vai debater a respeito das consequências econômicas da medida. Os maiores efeitos sobre a economia devem vir de possíveis custos fiscais com subsídios estatais e outras medidas para mitigar os danos econômicos sofridos pelas indústrias mais atingidas. O governo federal já anunciou que criará auxílios aos setores mais afetados pelas tarifas.



