i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Oferta e demanda

Argentina segura o trigo

O país suspendeu a exportação de 370 mil toneladas do cereal, afetando a oferta já reduzida para o seu principal cliente, o Brasil

  • PorJosé Rocher com agências
  • 27/06/2013 21:19
Na China(foto)e na Europa, produção e consumo se equilibram melhor | China Daily/Reuters
Na China(foto)e na Europa, produção e consumo se equilibram melhor| Foto: China Daily/Reuters

Cotação

As cotações do trigo –diferente do que ocorre na soja, centrada nos mercados asiático e norte-americano – sobem por escassez no Mercosul. A China mantém produção em 121 milhões de toneladas e evita que a importação do cereal vá além de 3,5 milhões de toneladas. A Europa deve colher 3 milhões de toneladas a mais que o esperado, numa safra acima de 130 milhões de toneladas.

Agronegócio

Expedição Safra lança edição 2013/14 em Paranaguá

Leia matéria completa

A Argentina suspendeu a exportação de 370 mil toneladas de trigo e pretende manter 500 mil toneladas num estoque de segurança em medidas que afetam diretamente os embarques para o Brasil, que é seu principal cliente e vive um ano de oferta reduzida e consumo elevado. O quadro impulsiona os preços do cereal no mercado brasileiro e acentua a inflação dos alimentos, problema que também ocorre no país vizinho e foi o motivo do aperto nas vendas externas. A previsão é que haja restrições às exportações de trigo na Argentina até dezembro, embora o governo afaste o risco de desabastecimento.

Os consumidores do Paraná estão pagando valor 35% maior pela farinha de trigo especial do que em junho do ano passado, conforme a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, a Seab, com o quilo do alimento a R$ 2,29. O mercado tenta estimular os triticultores do estado, líder nacional na cultura, com cotação 50% superior à de um ano atrás, ou R$ 40 por saca de 60 quilos.

O Sindicato da Panificação do Paraná defende que os índices oficiais retratam inflação maior que a realmente registrada nos estabelecimentos do setor. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o pão francês subiu 18% em um ano em Curitiba. "O trigo é o quarto item da planilha de custos das padarias", contesta o presidente da entidade, Vilson Felipe Borgmann. E quando a farinha sobe, "os empresários ainda têm estoques, não significando um aumento imediato no preço do pão", acrescenta. As avaliações dos reajustes do primeiro semestre estão sendo finalizadas.

A importação brasileira de trigo, entre janeiro a maio, seguiu o ritmo do ano passado e se limitou a 2,96 milhões de toneladas. Como a dependência externa aumentou de 6 milhões para 7 milhões toneladas – para um consumo próximo de 10,5 milhões de toneladas –, o país terá de ampliar suas compras a partir de agora. O governo federal liberou a importação de 1 milhão de toneladas de fora do Mercosul sem cobrança de Tarifa Externa Comum (TEC) de 10%. Esse volume teve de ser dobrado e precisa ser comprado até o final de julho para que não haja incidência de TEC e aumento no custo da farinha. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo), mesmo 2 milhões de toneladas de fora do Mercosul são insuficientes.

Uma mudança na oferta só deve ocorrer a partir de setembro, quando engrena a colheita no Paraná. Neste momento, o plantio chega a 90% no estado num período de chuva excessiva. A tarefa mal começou em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, região que concentra 95% da triticultura brasileira. A previsão da Conab é que o Brasil colha 27% mais trigo em 2013, voltando ao patamar de 5,5 milhões de toneladas. A Argentina também tenta ampliar o cultivo de trigo, mas o plantio por lá só começa em agosto.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.