Concessionárias

Reajuste é liberado em 3 estados

Os consumidores de energia de mais de 200 cidades do Rio Grande do Sul e dos municípios de Nova Friburgo (RJ) e Cataguases (MG) terão aumento na conta de luz a partir do próximo fim de semana. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o reajuste tarifário das distribuidoras que atendem essas regiões.

A concessionária Rio Grande Energia (RGE) terá reajuste de 6,39% para as residências e de 7,19% para as indústrias. Para a Energisa Nova Friburgo, o aumento será de 12,89% nas unidades residenciais e de 14,4% nas industriais. Os reajustes da Energisa Minas Gerais serão de 3,34% (residências) e 2,08% (indústrias). O reajuste anual da paranaense Copel será definido pela Aneel até o próximo dia 24.

Folhapress

Os consumidores de Londrina (Norte do estado), foram surpreendidos neste mês pelo valor da conta de luz, que ficou até 50% mais alto que a média histórica. O problema gerou uma corrida ao Procon municipal, que precisou montar às pressas três salas para atender à demanda e tirar dúvidas de centenas de consumidores desde o início desta semana.

De acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel), o aumento não está relacionado ao reajuste da tarifa de energia elétrica e sim ao aumento do prazo de leitura dos medidores, que neste mês demorou mais do que os habituais 30 dias. Segundo a estatal, a demora ocorreu em função de um novo sistema de gerenciamento na área das redes elétricas, para implantação de "smart grids" (linhas inteligentes), o que permitirá a companhia oferecer novos serviços aos usuários – entre eles, a leitura do medidor a distância.

Segundo a empresa, o intervalo maior na leitura não prejudicou o consumidor e está amparado na Resolução n.º 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite, em casos excepcionais, que a leitura seja realizada em até 47 dias. De acordo com o diretor de Distribuição da Copel, Pedro Augusto, os usuários afetados foram informados na própria conta de luz.

O Procon de Londrina, por sua vez, considera que o consumidor não pode ser prejudicado e vai abrir uma investigação que determinará a necessidade de se aplicar ou não sanções à Copel.

"A princípio há indício de falta de informação ao consumidor, uma falha grave. O aviso da empresa fala apenas na mudança da data da fatura, e não no período da base de cálculo, que ocasionaria um aumento", diz coordenador do Procon Londrina,

Carlos Neves Junior. Segundo ele, o caso poderá ser encaminhao ao Ministério Público e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Já o Procon-PR afirma estar monitorando a situação, mas informa que o problema ficou concentrado na região de Londrina e não afetou os consumidores da capital.

Renegociação

Em nota, a Copel se colocou à disposição dos consumidores que eventualmente tiverem dificuldade financeira para quitar a fatura deste mês por causa do acúmulo de consumo, oferecendo a possibilidade de renegociar o prazo ou substituir as faturas, fracionando o período da leitura. "Se a conta de luz do consumidor foi calculada sobre um consumo praticado em 39 dias, podemos substituí-la e, por três meses, considerar um período de consumo de 33 dias", exemplifica o diretor.

Serviço:

Companhia Paranaense de Energia Elétrica

www.copel.com

Telefone: 0800 51 00 116

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