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Aviação

Azul mira suas fichas na Avianca para ser a segunda maior companhia aérea do país

Das três maiores aéreas brasileiras, só a Gol, que teve de suspender voos com o Boeing 737 MAX 8, teve prejuízo em 2018

  • Gazeta do Povo, com Agências
Airbus 320neo da Azul | Divulgação/Airbus
Airbus 320neo da Azul Divulgação/Airbus
 
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A disputa pelo segundo lugar entre as companhias aéreas brasileiras pode ganhar força caso a Azul, a terceira maior companhia aérea, consiga fechar a compra de ativos selecionados da Avianca Brasil, como aviões e slots (autorizações de pouso e decolagem) em aeroportos como Guarulhos, Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont. O negócio esta estimado em US$ 105 milhões.

Em janeiro, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam tinha 29,8% do mercado doméstico, contra 20% da Azul. Um ano antes, essa diferença era de 12 pontos percentuais. 

A Azul vê o acordo como uma oportunidade para acelerar crescimento e fortalecer malha e frota. A Avianca, que está em recuperação judicial, tinha em janeiro uma participação de 11,2% no mercado doméstico. 

Sem o acordo, a Azul prevê aumentar sua capacidade de 18% a 20%, com um crescimento de 16% a 18% no número de assentos disponíveis, provenientes da substituição de aeronaves menores por A320neos, e um aumento de 20% a 25% na capacidade internacional, relacionada principalmente à introdução de três A330 durante o ano. 

A Azul espera adicionar um total de 21 aeronaves à frota ao longo deste ano, sendo 12 A320neos, seis Embraer E2s e três A330neo. Por outro lado, serão removidos 15 E-Jets, terminando o ano com 129 aeronaves operacionais, acima das 125 registradas ao fim de dezembro. 

No ano passado, a empresa teve uma receita líquida totalizou R$ 9,204 bilhões, 18,4% a mais do que em 2017. E o lucro líquido ajustado teve um aumento de 36%, atingindo R$ 704 milhões. Os resultados foram anunciados nesta quinta. 

Gol

A divulgação praticamente coincide com a decisão da Anac em determinar a suspensão das operações do Boeing 737 MAX, que a Gol utiliza em rotas para os Estados Unidos, Caribe e América do Sul. A empresa possui sete unidades em uma frota de 120 aviões. Dezenove unidades estavam programadas para ser entregues até 2021, até a decisão da Boeing em suspender a liberação dos aviões. 

A Gol tem planos de tornar esse avião como a espinha dorsal de sua frota na próxima decada. Dos 135 aviões que a maior companhia aérea brasileira em share tem encomendados junto à Boeing, 100 são 737 MAX 8. Ela manteve praticamente estável sua participação, com 38,8% do mercado doméstico. 

No ano passado, a receita líquida da companhia atingiu R$ 11,411 bilhões, uma expansão de 10,5%. Considerando o critério depois de participação minoritária, a Gol informou prejuízo de R$ 1,085 bilhão, ante lucro de R$ 18,8 milhões informado em 2017. 

Latam

A Latam teve uma pequena queda na participação de mercado em um ano: em janeiro de 2018, ela tinha 30,2% do share doméstico. Doze meses depois caiu para 29,8%. Segundo a empresa, o ano passado foi desafiador, com aumento dos preços dos combustíveis, instabilidade política no Brasil - seu principal mercado, de onde vem 27,9% das receita total de passageiros -, volatilidade econômica na Argentina 

O resultado operacional da Latam no ano passado foi de US$ 705,119 milhões, queda de 1,3% ante 2017. As receitas somaram US$ 10,368 bilhões, um crescimento de 2%.

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