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Pacote cambial

BNDES lançará nova linha para financiar exportações

  • PorO Globo/Globo Online
  • 26/07/2006 16:31

Dentro da política do governo federal de desonerar as exportações e reduzir a pressão no câmbio provocada a forte entrada de dólares no país, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai lançar quinta-feira a ampliação do financiamento para o pré-embarque com recursos em reais com Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). O anúncio foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.

Ele explicou que a medida vai permitir que muitas empresas se programem para compensar o câmbio de importação com as exportações, por não precisarem correr para o financiamento de pré-embarque por meio de mecanismos de adiantamento de câmbio que aumentam a oferta de dólares por antecipação. O anúncio do novo financiamento será feito nesta quinta-feira em Brasília.

- Com isso nós vamos poder inibir a necessidade de adiantamento de câmbio. A linha terá a TJLP com spread competitivo. Inicialmente será aplicada para o setor automotivo, mas poderá ser ampliada para outros setores. O conjunto de medidas vai mostrar uma menor velocidade de internação de dólares no país - explicou Furlan.

O ministro acrescentou que os resultados do pacote cambial anunciado nesta quarta-feira vão compensar a redução na arrecadação tributária do governo. Segundo ele, quando cresce a produção, o emprego, os investimentos, a arrecadação acaba crescendo também.

Furlan explicou que a medida que permite a manutenção de 30% das receitas de exportações no exterior só vai beneficiar as empresas importam e exportam simultaneamente. Segundo ele, setores de eletroeletrônica, material de transporte, petróleo, petroquímico e o siderúrgico serão os maiores beneficiados.

- Certamente isso vai baratear o custo do investimento no Brasil, porque grande parte das importações são compostas de máquinas, equipamentos, componentes e matérias-primas. E esses custos vão ter um desconto de 3% pela desoneração das transações.

Ele acredita que a redução de custos seja de 3 a 4% para para as grandes empresas e ainda maior para pequenas, porque para essas o peso da intermediação financeira é mais elevado.

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