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São Paulo – A recuperação deu o tom no mercado na semana. A Bolsa de Valores de São Paulo acumulou forte valorização de 9,14% na semana, enquanto o dólar recuou 4,09%, indo ontem a R$ 1,944. Para a Bovespa, esta foi a melhor semana desde outubro de 2002. Das 60 ações que compõem o índice Ibovespa, o mais relevante da Bolsa, 55 terminaram a semana com valorização acumulada. O risco-país cravou 200 pontos, com recuo de 3,38%. Analistas advertem que ainda não é possível prever o fim da turbulência e esperam mais volatilidade.

A Bovespa fechou na máxima do dia, com elevação de 2,22%. Mas, desde o início da crise que afeta os mercados financeiros globais, que ontem completou um mês, a Bovespa ainda apresenta queda acumulada de 8,68%.

Dados econômicos divulgados nos EUA foram fundamentais para os mercados terminarem com novos ganhos. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova Iorque, subiu 1,08% ontem e 2,29% na semana. A Bolsa eletrônica Nasdaq teve alta de 1,38% no dia.

O resultado das vendas de imóveis residenciais novos nos EUA deixou os investidores mais otimistas. O Departamento de Comércio divulgou que em julho as vendas desse segmento imobiliário subiram 2,8%, embora analistas previssem queda no indicador.

Outro dado considerado animador mostrou ampliação de 5,9% – bem acima das projeções – nas encomendas de bens duráveis nos EUA em julho, especialmente por ter vindo em um momento em que são grandes os temores dos efeitos negativos da atual crise no desempenho da economia.

Os mercados acionários da Europa também encerraram o último pregão da semana em alta – com exceção de Frankfurt, que recuou 0,06%. Londres teve alta de 0,37%. Em Paris, a valorização da Bolsa foi de 0,83%.

"Após uma semana relativamente calma e bem positiva para o mercado acionário mundial e, conseqüentemente, local, a próxima semana deve apresentar maior volatilidade. A atenção será para a forte agenda econômica prevista para os Estados Unidos, com destaque para os dados do mercado imobiliário e inflacionário", afirma Júlio Martins, diretor da Prosper Gestão de Recursos.

A semana menos tensa se refletiu também nas taxas futuras de juros. Em um dos contratos mais negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI que vence daqui a 30 meses, a taxa caiu de 12,03% na sexta passada para 11,85% anuais ontem.

A piora do mercado e a elevação dos juros futuros fez com que o mercado brasileiro passasse a discutir se ainda seria oportuno o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica de juros, que está em 11,5% ao ano. O Copom se reúne entre 4 e 5 de setembro.

Há um mês, o mercado financeiro global tem sofrido com pregões de forte instabilidade devido à crise que se abateu sobre o setor de crédito imobiliário americano de alto risco. O temor maior é o de essa crise localizada se espalhar, afetando o sistema financeiro e o desempenho da economia real.

Na busca por papéis que haviam perdido valor de forma exagerada nesse período de crise, os investidores foram às compras e fizeram com que algumas ações tivessem alta impressionante na semana.

No topo ficou a ação ordinária da Cyrela Commercial Properties, que disparou 40,95% na semana. A empresa tem participações em shoppings, prédios comerciais e galpões, e suas ações estrearam no Novo Mercado da Bovespa há duas semanas, no meio da crise.

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