Ao fim do pregão da Bolsa de Nova York, o indíce Dow Jones teve desvalorização de 7,87%| Foto: Brendan McDermid / Reuters

BC intervém, mas dólar fecha em forte alta, a R$ 2,16

O dólar fechou em alta superior a 3% nesta quarta-feira (15), acompanhando a piora dos mercados acionários com o aumento dos temores de uma recessão econômica mundial. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,166, em alta de 3,48%, após ter chegado a disparar quase 5% durante o dia.

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Os principais indicadores da Bolsa de Nova York tiveram a mais forte queda em 21 anos nesta quarta-feira (15), com a divulgação de uma série de indicadores negativos que apontam para a possibilidade de uma recessão na economia do país. No Brasil, a Bovespa tem queda de 11,39%, a maior em dez anos

Ao final do pregão, o índice Dow Jones - referência para o mercado americano - teve desvalorização de 7,87%, com perda de 733,08 pontos - o segundo maior recuo da história em pontos e o maior desde o "crash" de outubro de 1987.

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O indicador Standard & Poor's, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, desmoronou 9,03% e o índice de empresas de tecnologia Nasdaq mergulhou 8,47%.

Desaceleração

O Livro Bege mostrou que a desaceleração econômica ocorreu de forma espalhada por diversos setores da economia dos EUA em setembro, e não apenas no setor financeiro, o que aumentou o pessimismo dos investidores.

O documento é uma compilação de dados recolhidos por 12 unidades regionais do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). Todas as regiões apontaram enfraquecimento da atividade e, na maioria delas, piorou a perspectiva sobre o futuro da economia.

Além disso, outros dados aumentaram as preocupações. As vendas do varejo recuaram 1,2% em setembro, para US$ 375,5 bilhões, ante 0,4% em agosto. Além disso, os preços no atacado dos EUA caíram 0,4% no mês.

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Clima negativo

O clima negativo também foi reforçado com as palavras do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, que alertou que a economia dos Estados Unidos levará algum tempo para recuperar-se mesmo se os mercados de crédito voltarem à normalidade em breve.

"A estabilização dos mercados financeiros é um primeiro passo crítico, mas, mesmo se eles estabilizarem, a recuperação econômica mais ampla não ocorrerá de imediato", frisou.