| Foto: Marcelo Andrade/ Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Mudar a embalagem de um produto consagrado exige investimento e um tanto de ousadia. Mas pode fazer muito pela redução de custos em uma empresa. Foi o que aconteceu com o Malbec, perfume mais vendido do Brasil, produzido pelo Grupo Boticário.

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A principal alteração foi no sistema de aplicação: válvula e tampa deram lugar ao chamado spray cap. Ao todo, o número de itens da embalagem caiu de oito para cinco. “Antes, cada um dos oito componentes vinha de um fornecedor, cada um em sua embalagem, em seu caminhão, e eram montados aqui. Agora, são cinco itens de um fornecedor só, e já vêm montados. Foi uma otimização logística fantástica”, conta Malu Nunes, gerente de sustentabilidade do grupo. Segundo ela, a geração de resíduos na produção do Malbec caiu 25%, enquanto a produtividade aumentou 33%.

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Mudanças semelhantes na embalagem de outro perfume, o Lilly, reduziram o uso de materiais em 21% e o impacto ambiental, em 51%. “Para a consumidora, o novo design ficou mais feminino e fácil de manusear. Para a empresa, houve economias com transporte, manuseio, montagem de produto”, diz Malu.

Ecoeficiência

As novas embalagens têm um propósito comercial muito claro e o que se pode chamar de “efeitos colaterais positivos” em termos de economia e sustentabilidade. Mas, em paralelo a elas, o grupo toca desde 2012 um programa voltado especificamente para a “ecoeficiência”.

Os 18 projetos em execução nas unidades da empresa no Paraná e na Bahia vão gerar, quando totalmente implementados, uma economia anual de 474 mil metros cúbicos de água, mais de 10 milhões de quilowatts-hora de energia e 44 mil metros cúbicos de gás natural. O resultado em termos econômicos também foi calculado: “Até 2018, trarão um retorno sobre o investimento de 100% e vão gerar uma economia da ordem de R$ 10 milhões”, diz a executiva.