A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em baixa de 0,64% nesta terça-feira, situando-se em 36.839 pontos. O volume negociado foi de R$ 2,06 bilhões. A Bovespa seguiu a trajetória negativa dos mercados americanos , influenciados por dados maiores que o esperado de inflação e atividade econômica nos EUA. Isso voltou a levantar temores de que o Federal Reserve (BC americano) pode voltar a elevar os juros na reunião do próximo dia 8.

Nem mesmo a informação de que a agência de classificação de risco Moody's poderia melhorar a nota do Brasil conseguiu mudar a trajetória do Ibovespa

O dólar, por sua vez, fechou em alta, impulsionado por ajustes de posição das tesourarias no início do mês e pelo movimento nos mercados americanos. A moeda americana terminou a sessão vendida a R$ 2,192, com avanço de 0,74%.

- A verdade é que o mercado lá fora não está muito bom - resumiu Jorge Knauer, gerente de câmbio do banco Prosper, citando expectativas de alta do juro nos EUA e as preocupações geopolíticas com o conflito entre Israel e Líbano.

- Nesse ambiente, dado que o dólar caiu nesses últimos dias e o mês de agosto começando hoje, (essa alta no dólar) é meio que um ajuste do mercado - completou o gerente.

Os preços internacionais de petróleo fecharam em alta, conforme o conflito entre Israel e Líbano seguia pelo 21º dia.

Internamente, algumas tesourarias ajustaram suas posições em dólar por conta da atuação constante do Banco Central no mercado, contou o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado.

- Havia muitas tesourarias vendidas (apostando na baixa) que viram que o BC não parava de comprar e então perceberam que não fazia muito sentido ficar muito vendido - explicou o gerente.

- O BC comprou bastante esses dias todos, está faltando um pouco de dólar - completou o gerente. No leilão de compra de dólares desta sessão, a autoridade monetária aceitou sete propostas, com corte a R$ 2,192.

Em entrevista a jornalistas nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo "continuará a fazer esforços" para atenuar o declínio do dólar, mas ressaltou que dificilmente a moeda voltará a R$ 2,90.

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