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A Braskem anunciou nesta segunda-feira (24) que entrará com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo. A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração e envolverá uma dívida de quase US$ 11 bilhões.
"A Braskem esclarece que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da Companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos", diz o fato relevante.
A movimentação ocorreu após o encerramento da suspensão de 60 dias das dívidas de credores convidados a uma mesa de negociação. No final do segundo trimestre, de acordo com o relatório de resultados, a empresa tinha dívida bruta corporativa de cerca de US$ 10,3 bilhões ao fim de junho, cerca de 92% em moeda estrangeira. Cerca de 60% das dívidas vencem após 2030.
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Uma das responsabilidades financeiras é a de reparação pelo afundamento de parte do solo de Maceió, causado pela mineração de sal-gema. Os problemas ganharam mais notoriedade em 2018, com os tremores que agravaram os problemas na infraestrutura urbana. Mais de 14 mil imóveis precisaram ser evacuados, prejudicando cerca de 60 mil moradores.
A recuperação extrajudicial é um procedimento de resolução dos débitos que passa pela validação da Justiça, diferentemente da recuperação judicial, em que é designado um administrador para fiscalizar e auxiliar. No caso da Braskem, como a recuperação é extrajudicial, há a necessidade da aprovação de um plano por parte de uma parte relevante do grupo de credores para que o procedimento siga.
A Braskem faz parte de uma onda de recuperações judiciais e extrajudiciais que já atingiu empresas como o Grupo Estrela, Casas Bahia, Oi, Oncoclínicas, entre outras. Como motivos em comum, as companhias apontam para a alta taxa de juros no país.




