Empresa Brasil de Comunicação foi incluída no plano de privatização do governo federal.| Foto: Divulgação/PPI
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Os funcionários da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), conglomerado estatal de mídia, organizaram um protesto virtual na tarde desta terça-feira (16) contra a inclusão da empresa no Programa Nacional de Desestatização (PND). Eles divulgaram uma carta pública com motivos para não vender ou fechar a estatal e estão fazendo uma tuitaço com a hashtag #NaoPrivatizaEBC.

A inclusão da EBC no programa de privatizações foi confirmada nesta terça, durante reunião extraordinária do Conselho do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI) com ministros de Estado, presidentes de bancos públicos e o presidente da República, Jair Bolsonaro.

A EBC já tinha sido incluída no PPI para estudos preliminares para uma possível desestatização. Agora, segundo os funcionários da estatal, o governo decidiu fazer mesmo a privatização, por isso a inclusão no PND. Com isso, o BNDES pode contratar consultorias para estudar o melhor modelo de desestatização.

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Os funcionários da EBC, que são contra a privatização, argumentam que a estatal cumpre uma função Constitucional. Eles lembram que a comunicação pública é realidade na grande maioria dos países e afirmam que o orçamento de R$ 550 milhões por ano é compatível com as funções da empresa, já que a EBC engloba duas TVs, oito rádios e duas agências nacionais, que produzem conteúdo gratuito que abastecem milhares de grandes e pequenos veículos de comunicação.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]