Edson Campagnolo e Ricardo Barros | Fotos: Albari Rosa/Gazeta do Povo
Edson Campagnolo e Ricardo Barros| Foto: Fotos: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Empresário de diálogo

A decisão de Edson Campagnolo de participar da eleição da Fiep ocorreu em dezembro passado. Na ocasião, o atual presidente Rodrigo Rocha Loures procurava um nome nas bases da entidade para dar continuidade ao trabalho. "Meu nome foi lembrado. Isso foi uma grande honra e me colocou nesta disputa", afirma. Na opinião do candidato, o fato de ser um industrial há 33 anos, ter ocupado a presidência da Associação Comercial de Capanema, a presidência do Sindicato do Vestuário do Paraná e, atualmente, ser vice-presidente da federação o capacitam para o cargo. "Considero-me preparado porque sou das bases industriais, estou por dentro das necessidades das pequenas e grandes indústrias e o meu interesse é defender o setor."

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Político de resultados

A candidatura de Ricardo Barros à presidência da Fiep foi definida 48 horas antes do fim do prazo de inscrição das chapas. Desde o início do ano, Barros pregava o consenso em torno de um único nome para que não houvesse bate-chapa, mas o objetivo não foi alcançado. "Moveu-me o desafio de transformar a Fiep em um braço executivo da competitividade do Paraná. A federação precisa de foco e solução para os problemas que de fato afetam a competitividade das indústrias paranaenses." Ele aposta na sua larga experiência política para resolver grande parte dos problemas do setor como a questão tributária, legislação trabalhista, crédito, juros e infraestrutura. "São decisões exclusivamente políticas. Todas estão no âmbito do Executivo ou do Legislativo. Eu quero emprestar para federação a experiência que eu tenho na articulação política para que esses problemas sejam resolvidos mais rapidamente", argumenta.

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A eleição para o cargo de presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) promete ser uma das mais concorridas da história da entidade. Faltando poucos dias para a votação, marcada para o próximo dia 3, os dois candidatos na disputa correm contra o tempo para fortalecer suas bases de apoio e angariar votos.

Na semana passada, a Gazeta do Povo realizou sabatinas com os dois postulantes ao cargo, o empresário Edson Campagnolo, da chapa Fiep Independente, e o secretário estadual licenciado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, da chapa Nova Fiep.

A estratégia adotada por eles é comum: percorrer o estado agendando reuniões para apresentar às propostas de gestão e convencer os empresários, industriais e, principalmente, os representantes dos 99 sindicatos patronais com direito a voto.

O primeiro a passar pela sabatina foi o secretário licenciado Ricardo Barros. Sem conseguir evitar um bate-chapa com um nome de consenso, sua proposta inicial, o político deixou o governo de Beto Richa para disputar o pleito da Fiep. A sua principal bandeira de campanha passa pela experiência política como ex-prefeito de Maringá, deputado federal e articulador dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula no Congresso. Barros promete usar seu trânsito político, inclusive em Brasília, para alcançar os objetivos da indústria estadual. "Eu entrego resultado. Todas as tarefas que me foram entregues eu desempenhei com absoluta competência. A questão política se dá pela capacidade de fazer com que as coisas aconteçam", afirma.

Do outro lado da disputa está o empresário Edson Campagnolo, representante da indústria do vestuário do estado. Candidato da situação, ele diz acreditar que o bate-chapa é benéfico para a entidade. Campagnolo aposta na experiência de 33 anos como em­presário para resolver os problemas dos colegas. "Pelo fato de ser do meio empresarial e com envolvimento em entidades de classe, considero-me preparado para assumir o cargo", aponta. Veja a seguir a opinião deles a respeito das principais questões envolvendo o setor industrial e também a resposta de cada um para uma pergunta feita pelo adversário.

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