"Episódios como o que estamos observando atualmente no Chipre, e as respectivas repercussões nos mercados financeiros globais, reforçam a percepção de que o cenário externo ainda é complexo, e que ainda há vulnerabilidades."

Alexandre Tombini, presidente do Banco Central do Brasil.

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O Chipre se encaminhou ontem para uma dramática reviravolta em relação à taxação de grandes depósitos realizados em seus bancos. O partido do governo afirmou que um pacote para levantar os 5,8 bilhões de euros exigidos pela UE está a horas de distância. O país está pressionado pelo prazo final de até segunda-feira estabelecido pelo Banco Central Europeu (BCE), que disse que vai cortar a liquidez direcionada a bancos cipriotas na ausência de um acordo. Autoridades ouvidas pela agência de notícias Reuters disseram que as discussões concentram-se em um imposto sobre depósitos maiores do que 100 mil euros. O país se aproximou de um calote com a rejeição pelo Parlamento dos termos do socorro, na terça-feira.

US$ 1,25 bilhão é o valor do desembolso aprovado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Irlanda, sob o programa de empréstimos para ajudar a nação europeia. Com isso, o montante total emprestado à Irlanda sobe para US$ 26 bilhões. O FMI reconheceu fortalecimento na economia do país em seu anúncio. "A forte implementação de medidas na Irlanda continuou e sinais positivos estão emergindo. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real foi de 0,9% em 2012, e o emprego registrou leve alta no ano", afirmou o FMI, em comunicado.

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