i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Serviços financeiros

Cliente de fintech é mais satisfeito do que correntista dos bancões, diz Google

  • PorPatrícia Basilio, especial para a Gazeta do Povo
  • 05/11/2019 21:46
Vitor Zenaide, líder de insights de mercado do Google no Brasil
Vitor Zenaide, líder de insights de mercado do Google no Brasil| Foto: Ricardo Godoy/Divulgação

Uma pesquisa sobre o atual ambiente de serviços financeiros do país, realizada pelo Google durante o mês de outubro, aponta uma diferença significativa entre a satisfação dos brasileiros que se mantém fiéis aos bancos tradicionais e aquela experimentada por quem já se rendeu às fintechs.

Dentre os clientes dos serviços "à moda antiga", 55% se disseram satisfeitos com o atendimento. É maioria, mas o índice é bem mais baixo do que os 78% de usuários de startups do segmento financeiro que estão felizes com o serviço prestado.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) durante o evento Fintechs@Google, em São Paulo, e revelam ainda um terreno fértil para as companhias que disputam espaço com os serviços financeiros ou bancários tradicionais. Foram 500 entrevistados no país: deles, 16,5% disseram que estariam dispostos a usar esse tipo de serviço e outros 40% afirmaram que já tomaram a decisão por migrar para as startups.

Os mais interessados

Conforme tende a suspeitar o senso comum, as soluções tecnológicas são mais populares entre os jovens. "Enquanto mais de 25% dos entrevistados de até 24 anos afirmaram que usariam os serviços de uma fintech, o número cai para 15% entre usuários acima dos 25", explicou Vitor Zenaide, líder de insights de mercado do Google.

Já num comparativo por região, os consumidores do Norte e Nordeste aparecem como os mais abertos às fintechs. No panorama da população em geral, sem diferenciações por idade, 22% dos nortistas e 21% dos nordestinos pesquisados admitem que mudariam para um banco digital. No Sudeste, esse índice é de 16%, cai para 15% no Centro-Oeste e encolhe para apenas 10% no Sul.

Com base nesse cenário, Zenaide acredita que “o desafio para as fintechs é ser assertivo na mensagem. O conteúdo que é divulgado para o Sul e o Sudeste não é o mesmo que o Norte e o Nordeste absorvem. A digitalização é a maior barreira para entrar nessas regiões”, afirmou o representando do Google durante o evento.

Mutante e em expansão

“Com as mudanças tecnológicas, os concorrentes de hoje podem não ser mais os mesmos de amanhã", afirmou o líder de insights do Google ao detalhar as impressões sobre o atual mercado de serviços financeiros, que a partir do início dos anos 2010 passou a ser tomado por novidades.

Numa avaliação geral, Vitor Zenaide afirma que "a maioria das fintechs está na fase de absorver uma demanda latente e de fortalecer o próprio posicionamento”. Esse quadro conta com empresas dos mais diversos portes, entre elas a Creditas, startup de crédito criada em 2012. Hoje, a companhia quintuplica de tamanho a cada ano e contrata 100 novos funcionários no país a cada mês, uma espécie de "caos controlado" segundo o CEO e fundador da fintech, Sergio Furio.

“A desordem é normal para qualquer empresa que tenha uma expansão tão grande como a nossa. Se tirarmos uma foto da empresa e olharmos em seis meses, 70% da equipe não estava na imagem porque é nova, tamanha a velocidade de nossa expansão”, detalhou o executivo da startup no evento do Google.

O avanço é notável também em oportunidades, acredita o CEO da Creditas: "São Paulo [estado em que a companhia concentra 60% das operações da companhia] está cheio pessoas pagando 110% ao ano de empréstimo pessoal. O potencial para produtos com juros mais baixos é infinito”, exemplificou Furio.

Acesso

Além da pesquisa sobre as fintechs, o Google destacou indícios de que a internet ganhou importância para a educação financeira dos brasileiros. Conforme a companhia, entre 2015 e 2017, cresceram em 76% as buscas feitas no Google pela frase “como abrir uma conta pelo celular”. Outra pista: um aumento de 110% no tempo de visualização de canais de educação financeira no YouTube em 2018 na comparação com 2017.

Já na chegada aos serviços financeiros, apesar de a tecnologia trazer novas formas de contratação, a principal influência no momento da escolha ainda vem por indicação de amigos, que representam 32% do total. Essa fatia é seguida bem de perto pelos sites especializados (31%), buscas online (28%), vídeos na internet (19%), opinião de influenciadores (18%) e redes sociais (15%).

Conteúdo editado por:Cristina Seciuk
1 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 1 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.

  • J

    JoacirSS

    ± 0 minutos

    Novidade nenhuma! Tudo que é NOVO precisa ser diferente para atrair novos usuários e como a diferença de clientes é considerável em números, logo a satisfação será maior. Que o nosso sistema financeiro só se preocupa em ganhar e muito em cima dos clientes qualquer outro serviço que venha distribuindo melhor para o cliente irá vencer. Todo mundo quer ganhar dinheiro e ninguém abre negócio para ter prejuízo.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso