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De olho nas finanças

Os três vilões

  • PorMauro Halfeld
  • 30/07/2007 17:47
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Dólar dispara, bolsa despenca. Essa manchete tão freqüente nos anos 1990 voltou às páginas dos jornais. O Ibovespa caiu quase 8% na semana passada. O dólar subiu 2,5% no mesmo período. O índice da Bolsa de Londres zerou seus ganhos de 2007 e o mundo financeiro voltou a ficar muito apreensivo. Será que a festa está terminando? Será melhor fugir imediatamente pela porta estreita? Quem são os vilões que querem estragar a alegria dos investidores novatos?

O primeiro vilão chama-se carry trade. Grandes investidores tomam empréstimo no Japão e na Suíça, onde os juros são muito baixos, e aplicam o dinheiro no Brasil, na Austrália e na Nova Zelândia, países cujos governos pagam juros altos. Resultado: iene e franco suíço perdem valor, enquanto o real e moedas de países menos tradicionais ganham poder. Isso acontece intensamente desde 2003, e o mercado parece dar sinais de exaustão. Mais cedo ou mais tarde, uma inversão deve acontecer. A natureza tem um forte poder de puxar todos os exageros para a normalidade.

O segundo vilão é o grande volume de empréstimos a clientes com histórico negativo (subprime loans). No primeiro mundo, bancos e instituições especializadas em financiamentos imobiliários aceitaram correr mais riscos em troca de um pequeno prêmio: juros maiores. A operação funcionou muito bem no início, mas escondeu um equilíbrio instável, como num castelo de cartas. Se algumas instituições quebrarem, o pânico poderá se alastrar.

O terceiro vilão é o temor de um credit crunch. Trata-se de uma eventual travada no volume de crédito concedido pelos bancos. Eles vão se tornar muito mais exigentes quando começarem a levar calotes. Geralmente o credit crunch está associado a um aumento nos juros e a uma redução na capacidade de pagamento dos clientes do banco. Anda de mãos dadas com recessões e pode assumir grandes proporções.

Esses três vilões freqüentaram as páginas financeiras do mundo inteiro nos últimos dias. Em tempos de globalização, jargões em inglês substituíram escândalos da política local ou artimanhas de grandes especuladores da comunidade.

Os mercados estão se aperfeiçoando, isto é, estão se tornando cada vez mais imprevisíveis. E tem mais: é bom lembrar que o mercado de ações não consegue subir em galopes todos os dias. O problema é que ninguém gosta de perder. Como todos estão cansados de saber que os preços dos ativos nos países ricos estão bastante elevados, temem pelo pior.

Os aplicadores mais ansiosos saem vendendo papéis arriscados, contagiando os outros. O capital, acovardado, voa para a fria segurança garantida pelos títulos públicos de países conservadores, abrindo mão de promessas de ganhos extraordinários em terras mais quentes.

O leitor pergunta:

Na prática, o que o pequeno investidor em ações deve fazer neste momento de crise?

Quem é novato e está muito carregado em ações deve pensar em rever suas decisões. Melhor formular uma estratégia mais conservadora e mais duradoura. Especular é para profissionais. Já quem investiu de forma equilibrada deve respirar fundo e olhar para o longo prazo. O Brasil é um dos mercados mais promissores do mundo. Vale a pena acreditar, com calma e perseverança.

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