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Atrás das linhas inimigas

Bombardeio em Battlefield 1943: múltiplas opções de armamento, inclusive aviões e tanques |
Bombardeio em Battlefield 1943: múltiplas opções de armamento, inclusive aviões e tanques (Foto: )
Batman e Coringa: críticas positivas |

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Batman e Coringa: críticas positivas

O ano de 1943 foi emblemático e definitivo pa­­­ra a organização política dos países. O mundo estava mergulhado na Segunda Guerra Mundial, o mais sangrento conflito já enfrentado e que deixou mais de 70 milhões de mortes no balanço da história. A Guerra do Pacífico, inicia­da seis anos antes, quase só contabilizava derrotas para os Aliados. A reconquista de Wake Island, perdida logo após os ata­­ques de Pearl Harbor, foi o início da virada de mesa e da escalada do exército americano para derrubar o império japonês, que seria catapultado com as explosões de duas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, dois anos depois.Esse trecho importante da história é um dos momentos mais referenciados nos mais diversos produtos culturais. Não seria exagero falar em mi­­lhares de documentários, filmes, livros e jogos que já abordaram o tema. O mais impressionante é que, mesmo batido, o assunto ainda rende episódios dos mais interessantes. É o caso de Battlefield 1943 (foto acima), lançado recentemente nas lojas online do Playstation 3 e Xbox 360, que, em vez de contar pela centésima vez os mesmo acontecimentos, deixa o jogador escolher por qual lado prefere lutar em três das principais batalhas ocorridas naquele ano.

Battlefield 1943 é basicamente um jogo de tiro em primeira pessoa com disputas exclusivamente online, com a possibilidade de até 24 pessoas participarem de uma mesma partida. A primeira decisão a tomar é decidir se integrará a equipe dos fuzileiros norte-americanos ou a marinha imperial ja­­ponesa. Existem três opções de mapas, todos baseados em ba­­talhas da Guerra do Pacífico: Wake Is­­land, Guadalcanal e Iwo Jima. Os cenários são imensos e permitem que sejam usados os mais diversos tipos de equipamentos que estavam disponíveis na época. É possível pilotar os aviões japoneses Zero ou os americanos Corsairs. Outra possibilidade é enfrentar os inimigos a bordo de um tanque de guerra M4 Sherman e Type 97 Chi-Ha, que podem aco­­modar até dois jogadores – um dirige e o outro atira. Tem ainda jipes e botes.

Os personagens jogáveis se dividem em três classes: "Scout" (atirador de elite), "Infantry" (me­­­lhor em combates próximos) e "Rifleman" (tem mais pre­­cisão em tiros de médio al­­cance). As munições são ilimitadas e a barra de energia se auto-regenera com o passar do tempo, no mesmo estilo das séries Call of Duty e Halo. Além da re­­presentação fiel da guerra, um dos pontos fortes do jogo é bom balanceamento da jogabilidade. Quem já jogou outros títulos da série não notará grandes mu­­danças nos controles. A mecânica desenvolvida pela produtora sueca Dice dá liberdade quase total para interagir com os mapas. Se o seu avião cair no mar, por exemplo, pode-se na­­dar até a praia e continuar o com­­bate terrestre. Ou pode-se pro­­curar um porta-aviões para ser resgatado.

Lançamentos baseados em acontecimentos da Segunda Guerra Mundial parecem estar longe de acabar. Mas, se depender de jogos como Battlefield 1943, isso é um ponto positivo. Poder vivenciar virtualmente cenários, roupas e armas da época e ainda conduzir tanques, jipes e aeronaves de antigamente é uma experiência única e ajuda a entender um pouco melhor o mais bárbaro conflito histórico. Outro aspecto que torna o jogo uma compra certa é o preço baixo. Ao contrário da maioria dos lançamentos que chegam nas lojas brasileiras por mais de R$ 200 e com atraso, quem tiver um cartão de crédito internacional desembolsará menos de R$ 30 para baixar os cerca de 500 megabytes que con­­têm todos os arquivos necessários para rodar o game direto do disco rígido do console.

* * * * *Heróis e executivos

Batarang de luxo

O maior acontecimento da semana passada foi o lançamento do game Batman (foto à esq.): Arkham Asylum. No site Game Ranking a nova aventura do homem-morcego, disponível para Xbox 360, PlayStation 3 e PC, aparecia com uma média de 93% de críticas boas. Até o momento, é o título com a melhor média no ano. Além da boa recepção, uma versão especial limitada que chegou às lojas roubou a atenção do noticiário especializado. Mas não pelo conteúdo, e sim pelo preço. O brasileiro que quiser por as mãos no famoso "Batarang" (bumerangue usado pelo Batman como arma no jogo), um DVD com vídeos de bastidores, um diário com capa de couro que contém informações sobre os vilões e um manual colorido terá que desembolsar R$ 499,90.

O jogo na sua versão mais simples custa, em média, R$ 289,90 para os videogames e R$ 99,90 para PC.

Movimentos controlados

Um sistema que permitirá ao Playstation 3 entender gestos dos jogadores deverá chegar ao mercado no 2º trimestre do próximo ano. Em entrevista ao Times Online, o presidente-executivo da Sony Computer Entertainment, Kazuo Hirai, afirmou que o atraso foi pensado para que o novo controle seja lançado acompanhado com uma boa biblioteca de jogos. "Precisamos de grandes softwares que apoiem o controle no lançamento. É uma coisa que estamos trabalhando por um longo tempo", afirmou. O novo acessório, que ainda não teve o nome revelado, usará dois bastões em conjunto com uma câmera para detectar os movimentos dos jogadores.

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