O texto a seguir é a reprodução da carta de uma leitora, que dividiu conosco sua trajetória profissional e nos mostrou que é possível conquistar o sucesso na carreira e a felicidade pessoal, contanto que sejamos fiéis aos nossos sentimentos e sonhos. Obrigada pela participação, Cristiana, e espero que sua lição possa inspirar outros leitores!

Minha vida foi cheia de amores, paixões, batalhas, conquistas, derrotas, sonhos. Tive uma infância repleta de carinho, atenção e respeito por parte dos meus pais, o que me faz guardar doces lembranças daquele tempo – não que isso não exista mais em minha vida ainda hoje.

A adolescência: uma fase de descobertas, os sentidos à flor da pele; o primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira escolha. A decisão de vir morar na capital para fazer uma faculdade de dança tomei aos 17 anos. Afinal, o que eu iria fazer nessa vida? Só sabia e só queria dançar. Vivia para a dança e pela dança. Decisão tomada, malas arrumadas: comecei o cursinho. Depois, prestei vestibular em duas universidades, uma na cidade e outra no estado vizinho. Passei nas duas; entretanto, optei por ficar, pois estaria mais perto da família.

Como presente de meus pais, por ter passado no vestibular, ganhei uma passagem para Nova Iorque. Em julho do mesmo ano, já estava partindo para fazer cursos e me reciclar. Foi um sonho ter aulas com coreógrafos e bailarinos conhecidos internacionalmente na Step’s e na Dance Center. Gostei tanto de viver essa experiência, que voltei com o objetivo de retornar no outro ano. E assim o fiz. Trabalhei dando aulas de jazz, fiz minha faculdade e regressei no ano seguinte.

Nessas idas e vindas, foram quatro anos de atualização em NI. Com o diploma na mão, retornei mais uma vez a essa cidade, mas agora para morar. E lá fiquei por um ano, até conhecer a psicodança, uma forma de tratamento psicológico que se utiliza da dança. Como não tinha conhecimento nenhum na área da Psicologia, retornei ao Brasil para fazer faculdade. Lembro-me perfeitamente das lágrimas que deixei rolar na hora do embarque...

De volta ao país, estudei um mês, fiz novamente vestibular e passei. Agora era caloura de Psicologia. Era a única dentre 70 alunos de uma sala que, quando questionada por que tinha escolhido o curso, respondia que era por causa da dança. Todos olhavam estranhamente, não compreendendo minha relação "dança mais psicologia". E assim os anos foram passando; eu, estudando e dançando.

De repente, na metade da faculdade, fui apresentada à Psicologia Organizacional – um novo amor estava por nascer. Entre teorias e práticas, pirâmides e ratos, fui me aprofundando nessa área, fazendo estágios e o que já era esperado aconteceu: me apaixonei. Coloquei a dança para dormir, em um cantinho especial das boas lembranças, e mergulhei com tudo no mar empresarial.

Hoje, já estou terminando o MBA em Gestão Empresarial, fiz pós-graduação em Gestão Estratégica de Pessoas e pretendo fazer mestrado, doutorado e tudo o que estiver ao meu alcance para adquirir conhecimento. Sou uma pessoa que corre atrás das oportunidades, respeita o conhecimento e valoriza a prática.

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Nem sempre conseguimos perseguir nossos sonhos e, ao longo de nossas vidas, abrimos mão de objetivos valiosos em nome da adaptação e da segurança. Mas quando ousamos o suficiente para não deixarmos de lado nossos anseios, acabamos nos surpreendendo de maneira positiva. A exemplo da leitora, a história de vida de qualquer pessoa pode ser escrita com êxitos e reavaliações. Porém, para colher os louros dessa postura, é preciso ter coragem para enfrentar as adversidades, as dúvidas inerentes ao processo, as críticas da sociedade e todos os obstáculos que enfrenta um profissional na sua caminhada diária. Aquele que consegue superar as dificuldades experimenta grande satisfação ao olhar para o passado e orgulhar-se da história de sua vida e, ainda, saber que também é inteligente mudar nosso planejamento às vezes, já que nossas necessidades também mudam com o tempo.

Saiba mais

Menina dos Olhos

Neste ano o Aché Laboratórios, indústria farmacêutica, lançou o programa Menina dos Olhos de Guarulhos, cujo público-alvo são alunos do primeiro ano do ensino fundamental de 63 escolas da cidade paulista. O objetivo é identificar e prevenir problemas de visão junto a essas crianças e ofertar a elas assistência oftalmológica. Com o apoio da prefeitura, das ONGs Viva Guarulhos e Laramara, da Bardella Indústrias Mecânicas e do Hospital das Clínicas (HC), o projeto encerra este mês os exames de acuidade visual, realizados por agentes comunitários e professores voluntários capacitados pelo HC e pela Laramara. Na próxima fase, as crianças com deficiência farão exames complementares e serão encaminhadas ao tratamento – etapa durante a qual receberão ajuda com o transporte e a alimentação. O Menina dos Olhos espera atingir cerca de 12 mil alunos e encerra suas atividades em agosto, com um evento para a entrega dos óculos às crianças que precisarem.

Esta coluna é publicada todos os domingos. O espaço é destinado a empresas que queiram divulgar suas ações na gestão de pessoas e projetos na área social, bem como àquelas que queiram dividir suas experiências profissionais. A publicação é gratuita. As histórias publicadas são baseadas em fatos reais. O autor, no entanto, reserva-se o direito de acrescentar a elas elementos ficcionais com o intuito de enriquecê-las. Contato: coluna@debernt.com.br, ou (41)3352-0110. Currículos: cv@debernt.com.br

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