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Comércio tem pior retração em 12 anos

Puxado pelo setor de supermercados, varejo tem o pior volume de vendas desde 2003. Renda em baixa, inflação e crédito mais caro explicam cenário

    • rio de janeiro
    • Folhapress e Estadão Conteúdo
    • 15/05/2015 03:00

    Com a renda das famílias em queda e os preços de produtos em alta, as vendas dos supermercados e hipermercados tiveram baixa de 1,2% nos três primeiros meses deste ano e foram as principais responsáveis pelo pior desempenho trimestral do comércio em 12 anos. O IBGE divulgou nesta quinta-feira (14) que as vendas do varejo acumularam perdas de 0,8% no primeiro trimestre. É o pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2003 ( recuo de 4,4%), quando o país sofreu com as incertezas do governo Lula.

    “O comportamento do início deste ano é parecido com o fim de 2014. Há arrefecimento no consumo, com restrição orçamentária e oferta de crédito e poder de compra menores”, disse Juliana Vasconcellos, gerente do IBGE. Isoladamente, o setor de supermercados, hipermercados, alimentos, bebidas e fumo representa quase 40% da Pesquisa Mensal do Comércio. O segmento respondeu, isoladamente, por 0,3 ponto porcentual da queda do ano.

    Sete das dez atividades acompanhadas tiveram queda na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e igual período do ano anterior. O desempenho ruim foi, portanto, disseminado. A atividade de móveis e eletrodomésticos recuou 6,7% no trimestre ante o mesmo período do ano anterior. A queda se deve “à retirada gradual dos incentivos à linha branca, ao lado da menor oferta de crédito”, disse a gerente do IBGE.

    Vendas de PCs caem 20% no primeiro trimestre

    Em 2014, o mercado já havia retraído em 26% na comparação com o ano anterior

    Leia a matéria completa

    Projeções ruins

    Apenas no mês de março, o varejo restrito registrou queda de 0,9% ante fevereiro, enquanto o varejo ampliado teve recuo de 1,6% no período. Em ambos os casos, é o pior resultado para o mês desde 2003. Os resultados anunciados foram, em todas as comparações, piores do que o esperado em média pelos economistas. Alguns já anunciaram que vão rever suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que será anunciado pelo IBGE em 29 de maio, e talvez até para um período mais longo.

    “O fato de ter vindo pior que o imaginado também coloca uma visão [mais pessimista] sobre a economia em 2016”, ponderou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “Todo o ajuste praticamente será em cima dele [varejo].”

    Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) passou a prever queda de 0,4% no volume de vendas do varejo este ano, algo inédito desde 2003. “A confiança dos consumidores, abalada pela queda no nível de atividade econômica e seus reflexos sobre o mercado de trabalho, tem impedido qualquer reação do setor, a despeito do recuo da inflação nos produtos comercializáveis”, analisou Fabio Bentes, economista da CNC.

    Atividades

    Um setor que se saiu bem foram os equipamentos de informática e de outros artigos de uso pessoal e doméstico, cujas vendas aumentaram em março ante fevereiro. Segundo o IBGE, a queda nos preços de computadores e as vendas de ovos de Páscoa, respectivamente, deram um pequeno impulso ao resultado.

    Número de lojistas cai pela 1.ª vez em 10 anos

    • são paulo

    A queda nas vendas do comércio varejista, setor que exibiu taxas vigorosas de crescimento até pouco tempo atrás, está levando empresas a fecharem as portas. Pela primeira vez em dez anos, o número de companhias do varejo informantes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) diminuiu nos últimos 12 meses até março. Segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a retração foi de 2,6%. No mesmo período, o volume de vendas do varejo ampliado – que inclui veículos e materiais de construção – recuou 3,4%.

    “A queda na quantidade de varejistas que não fizeram nenhuma declaração trabalhista ao Caged, como demissões, contratações, licenças, por exemplo, é um forte indício de que as empresas estão encerrando as atividades por causa da queda nas vendas”, afirma Fabio Bentes, economista da CNC e responsável pelos cálculos.

    Outra explicação seria que essas empresas teriam migrado para a informalidade, por isso a falta de contato com o Caged.

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