i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
infraestrutura

Contrato complica atuação da Compagas

Compensação a acionistas está prevista em contratos, que foram assinados nos anos 90. Governo chegou a estudar encerramento da concessão

  • PorPedro Brodbeck e Agência Estado
  • 27/06/2013 21:20
Estação de gás natural em Ponta Grossa: cláusulas antigas causam problema a estatal | Josué Teixeira/ Gazeta do Povo
Estação de gás natural em Ponta Grossa: cláusulas antigas causam problema a estatal| Foto: Josué Teixeira/ Gazeta do Povo

A Taxa Interna de Retorno (TIR) da Compagas, concessionária de distribuição de gás paranaense, tem tornado inviável os investimentos em expansão e capilaridade da rede da companhia. O contrato prevê uma taxa mínima de 20% às empresas acionistas, um patamar incompatível com a realidade brasileira, de acordo com a administração da administração da empresa.

De acordo com o presidente da Compagas, Luciano Pizzatto, a taxa mínima nesta proporção reflete o contexto econômico em que os contratos das concessões foram assinados, na década de 90. "Já era uma TIR alta para a época, mas era justificável com uma inflação de 40% ao mês. Hoje, com a inflação a 6%, [a taxa] não faz o menor sentido", afirma. Os contratos mais recentes costumam remunerar com uma taxa entre 5% e 10%. Com o retorno alto, a tarifa pela distribuição do gás natural perde competitividade no mercado.

"É impossível realizar investimentos no interior do estado com uma taxa dessas, que sai diretamente do caixa da empresa", afirma Pizzatto. Um dos principais investimentos previstos pela companhia, o gasoduto de Sarandi a Paranaguá, também estaria ameaçado.

A solução para revisão da taxa seria uma mudança no estatuto da companhia, mas que depende de um acordo entre Petrobrás e Mitsui (que detém 24,5% das ações da empresa, cada) e a majoritária Copel, que está longe de sair. O descontentamento entre os acionistas chegou ao ponto do governo estadual cogitar a possibilidade de encerrar o contrato de concessão da Compagas. "Há uma série de ações que estão sendo estudadas pelo governo. É um assunto que está sendo discutido há um bom tempo", resume o presidente da companhia.

Reincidência

A situação é praticamente a mesma nas demais concessões de distribuição de gás pelo Brasil – a Petrobras é acionista de outras 19 distribuidoras de gás canalizado no país. Em Santa Catarina, onde a estatal também é acionista e a taxa está no mesmo patamar de 20%, o contrato da SCGás é alvo de contestação do Tribunal de Contas de Estado (TCE).

A diretoria da SCGás reconhece a necessidade de se discutir alguns pontos do contrato. A TIR alta também é alvo de críticas no Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.

Por outro lado, Rio de Janeiro e São Paulo, onde a as taxas de retorno são de 9,8% e 9,9%, respectivamente, concentram 73% da malha de distribuição do país. Com preços mais competitivos, as companhias destes estados puderam investir inclusive na expansão da malha urbana de abastecimento de gás e hoje detêm 93% dos clientes residenciais do país.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.