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Quem são os mentores, profissionais que dedicam parte de seu tempo a ajudar empreendedores iniciantes

Figura se popularizou nos últimos anos como uma referência para quem quer errar menos com sua startup

  • Kaype Abreu Especial para a Gazeta do Povo
Juliana Lima, da Sympla, passou a se dedicar à função de mentora. | Divulgação
Juliana Lima, da Sympla, passou a se dedicar à função de mentora. Divulgação
 
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Empresários com pelo menos dez anos de atuação têm dedicado parte de seu tempo a ajudar outros empreendedores em início de carreira. A atividade, chamada de mentoria, apesar de não remunerada tem adesão de muita gente de peso, que deseja melhorar o ecossistema da inovação. 

Esse é o caso da Juliana Lima, responsável pela relacionamento com o mercado na Sympla — plataforma de organização de eventos. Os quase 20 anos de experiência na área fizeram com que ela se tornasse referência para colegas de outras empresas, que passaram a indicá-la para ajudar em programas de aceleração — que visam tornar mais rápido o crescimento de uma startup. 

Segundo Lima, as aceleradoras com as quais ela teve contato, em um primeiro momento, tinham o foco em produto e negócio. “Mas saber como se comunicar para a venda de um produto é outro desafio”, conta. Aí ela entra em cena.

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A mentora hoje é chamada para ajudar quase que exclusivamente problemas relacionados à comunicação. Encaixa essa atividade no seu dia a dia com a participação em eventos como o Startup Weekend e o Café com o Mentor, do Cubo, espaço de empreendedorismo do Itaú e da Redpoint eventures. Além de atender quem pede um encontro individual. “Não adianta vir com uma demanda aleatória. Tem que ter perguntas específicas”, diz. 

A CEO da TrustVox, Tatiana Pezoa, por outro lado, ajuda aqueles com dificuldades em iniciar seu negócio. “O empreendedor é a pessoa que tem vários problemas ao mesmo tempo”, diz. “Mas uma questão recorrente que percebo é a validação: gente que não fez o trabalho de casa, que é entender quem é seu cliente e qual é a proposta que ele está vendendo.”

Esse foi um dos desafios da própria Pezoa na administração de sua primeira startup, em 2000. No final daquela década, um segundo empreendimento faria com que ela tivesse o primeiro contato com a mentoria. “Foi quando a gente (eu e meu companheiro) se aproximou de outras startups e ajudou a criar um ecossistema de troca de experiências na cidade”, relata a empresária, que vivia em Campinas.

Foi no município paulista que ela ajudou a estruturar a segunda edição brasileira do Startup Weekend, um dos principais eventos de conexão entre startups do mundo. Desde de então, a empresária participou de 17 edições do encontro e teve contato com dezenas de iniciativas. “Não acredito que as coisas aconteçam só pela avanço da tecnologia. As pessoas precisam se ajudar para o mercado amadurecer”, opina Pezoa. 

A empresária conta que, além de participar de eventos, reúne-se uma vez por mês com os mentorados (são três recorrentes). Outra pessoa que faz mentoria, o executivo de treinamento comercial da Coca-Cola, Anderson Fernandes, diz que passa cinco horas por mês com os novatos. “Minha rotina é bem corrida e acabo fazendo muitas reuniões por Skype ou em um almoço”, conta. 

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A mentoria surgiu na carreira de Anderson, que tem apenas 30 anos, quando passou a morar em São Paulo, vindo de Fortaleza, em 2014. A experiência anterior numa startup que ele criou e que não deu certo, além do trabalho em treinamento comercial numa grande empresa, despertou o interesse de colegas que ele conheceu em eventos e espaços de coworking em São Paulo. “Minha carreira sempre foi em marketing e vendas, algo que é muito requisitado por quem está começando”, diz. 

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Anderson Fernandes, executivo de treinamento comercial da Coca-Cola, que tem dedicado pelo menos cinco horas por mês aos novatos.Divulgação

Mentor tem de ter muita experiência e visão ampla do mercado, segundo especialista 

Para o especialista em startups e professor da ESPM, Nelmar Vaccari, a figura do mentor se tornou mais popular nos últimos cinco anos. Ele diz que, em geral, quem se aventura nessa atividade tem bastante experiência e uma visão ampla do mercado. 

Segundo Vaccari, o perfil do mentor pode variar, dependendo do negócio. Na área de fintechs, por exemplo, há pessoas com experiência no mercado bancário que resolvem ajudar empreendedores iniciantes. Na saúde, o professor também considera que uma passagem pela área, tanto quanto experiência na atividade de empreendedorismo, seja importante para quem deseja ser mentor.

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O especialista explica que existem alguns cursos que podem ajudar a se tornar um mentor, ajudando a desenvolver um método para passar o conhecimento prévio adiante. “Mas os mentores se qualificam com base em experiências passadas. O fato de já terem passado por situações que os iniciantes podem viver é fundamental”, diz. 

Não há um levantamento de número de pessoas atuando com mentoria, mas o Brasil tem cerca de 62 mil empreendedores e seis mil startup, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups). O número é mais de duas vezes maior que há seis anos. 

Entre essas iniciativas, 72% são geridas por pessoas entre 25 e 40 anos e 87% têm homens à frente. A maior concentração de empresas é no sudeste do País, ainda segundo a ABStartups - iniciativa que também tem um programa de mentoria online para associados. 


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Publicado por Vida Financeira e Emprego em Sexta-feira, 8 de março de 2019

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