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Região Metropolitana

Curitiba exporta moradores para a região metropolitana

  • 24/07/2010 21:02
Francisco da Rosa: aluguel mais barato | Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo
Francisco da Rosa: aluguel mais barato| Foto: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo

A alta dos preços dos imóveis em Curitiba começa a provocar uma nova onda de migração de famílias para a região metropolitana. Em busca de um custo de vida menor, alguns moradores da capital estão trocando a cidade por Fazenda Rio Grande, Piraquara e Almirante Tamandaré.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a população da RMC aumentará em 500 mil pessoas a cada dez anos, passando dos atuais 3 milhões para 3,5 milhões em 2020. Dos novos habitantes, estima-se que 350 mil vem por migração e 150 mil por nascimento.

O movimento já é sentido por algumas construtoras e prefeituras. "São casais jovens, de 25 anos a 32 anos, que não encontram oportunidades em Curitiba. Com a valorização do mercado nos últimos dois anos, está muito dificil encontrar apartamentos novos na faixa de R$ 95 mil", diz Eurico Borges dos Reis, diretor da construtora Conceito e Moradia.

A empresa tem vários empreendimentos em Almirante Tamandaré, todos voltados para o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. "Pelo menos 90% dos novos moradores dos imóveis são de Curitiba", diz ele.

O gerente administrativo Khalil Adnan Khalil, de 34 anos, e a filha, Aline, de 12 anos, trocaram Curitiba por Almirante Tamandaré há cerca de um ano. Ele comprou o imóvel, por cerca de R$ 100 mil, no limite com o bairro de Santa Felicidade. "Aqui tem mais sossego", diz. Além da tranquilidade, o valor do IPTU também é mais em conta. "Levei um susto. Vou pagar, no ano, 10% do que pagaria em Curitiba", afirma. Apesar de morar em Almirante Tamandaré, Khalil trabalha e faz suas compras na capital. "Se for para ir ao supermercado ou shopping center, eu vou para Curitiba.

Aluguel mais barato

O pesquisador Francisco da Rosa, de 50 anos, se mudou para Almirante Tamandaré há dois meses com a esposa e o filho de 5 anos e se diz arrependido. "Foi uma questão econômica. O aluguel aqui é metade do cobrado no bairro onde eu morava (Boa Vista), mas eu levo muito tempo para chegar ao trabalho. Uma opção seria usar o carro, mas o estacionamento é caro. Tenho que pegar dois ônibus lotados para ir e voltar todos os dias", diz ele, que no início da noite da última terça-feira esperava o ônibus alimentador no terminal Cachoeira, o mais movimentado em Almirante Tamandaré. Cerca de 60 mil habitantes do município, de um total de 97 mil, usam diariamente os dois terminais que fazem a integração com o sistema de transporte de Curitiba.

O prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha, estima que 3 mil famílias se mudaram de Curitiba para o município nos últimos dois anos. "Tivemos uma ideia do problema no início do ano, com o volume de cadastros de novos alunos no ensino fundamental. Esperávamos 1,2 mil novos alunos. Apareceram 3 mil", diz.

O secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Campo Magro, Pedro Norberto Grebogy, afirma que a maior parte dos novos moradores da cidade vêm de Curitiba. "As pessoas estão trocando a capital por locais mais baratos, mas como menos infraestrutura" afirma. Metade da população trabalha em Curitiba, grande parte em restaurantes de Santa Felicidade, no limite com Campo Magro.

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