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#CSM2015

Curitiba Social Media debate uso exagerado da internet

Mediado pelo jornalista Rafael Waltrick, da Gazeta do Povo, painel reuniu Alexandre Abrão (Charlie Brown Jr), Marcelo Arantes (Dr. Marcelo), Rodrigo Ghedin (Manual do Usuário) e o engenheiro Julio Martins (Copel Telecom)

  • Naiady Piva
Evento reúne especialistas, usuários  e celebridades da internet  do Brasil todo, em Curitiba | Antônio More/Gazeta do Povo
Evento reúne especialistas, usuários e celebridades da internet do Brasil todo, em Curitiba Antônio More/Gazeta do Povo
 
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A internet deve ser usada com moderação ou sem limites? Para responder a esta questão, nada melhor do que chamar twitteiros, blogueiros e outros especialistas da tecnologia para um bate-papo. Foi o que ocorreu neste sábado (22), no evento Curitiba Social Media. A conclusão é de que a coisa não é assim, tão preto no branco. Há muitos tons de cinza entre o uso irrestrito e a proibição absoluta da internet.

O debate é importante. Vale para pais, que precisam estabelecer limites para o uso de seus celulares pelos filhos; para empresas, na hora de liberar - ou não - o uso de Facebook no trabalho; e até para as pessoas com elas mesmas. Afinal de contas, sair com os amigos e ficar teclando no WhatsApp é ou não falta de educação?

“Eu odeio lugares em que há aquela plaquinha dizendo ‘conversem entre si, saia do WhatsApp’”, brincou o médico e twitteiro Marcelo Arantes, mais conhecido como Dr. Marcelo. Ele é contra esta ideia de que na internet não há pessoas, e dá como exemplo o snapchat. O aplicativo mistura mensagem e rede social (você envia fotos e vídeos para os seus amigos ou seguidores), e todos os dias Marcelo gosta de checar os “snaps” de seus amigos, ver o que eles fizeram nas últimas 24 horas.

Criador do blog de tecnologia Manual do Usuário, Rodrigo Ghedin não é tão entusiasta das redes sociais. Ele empresta o exemplo dos robôs, usado por Sherry Turkle, em seu livro “Alone Together” (”Solitários em companhia”, em uma tradução livre). Se por um lado, hoje as pessoas se afeiçoam a pequenos robôs (que respondem a comandos a partir de um algorítimo) como se fossem seres vivos, por outro elas bloqueiam no Facebook todos aqueles que discordam dela. “Aí você entra em uma bolha, só que a rejeição é algo que faz parte do ser humano”.

Ghedin é adepto da filosofia do “Slow Web”, algo como consumir menor informação, porém com maior qualidade. “Você tem um monte de blog de tecnologia que sai um aparelho novo e fala sobre as especificações. Mas para que este aparelho vai servir? Qual o seu uso?”.

Internet das coisas

O uso indiscriminado da tecnologia é um debate especialmente importante na era da “internet das coisas”, explica o jornalista da Gazeta do Povo Rafael Waltrick, mediador da palestra no Curitiba Social Media. É a noção de que todos os objetos do dia-a-dia estão interconectados. Não só computador, celular, tablet, mas também televisão, pulseira, carro, som. Ou seja, tudo passa pelo meio digital.

“E o Curitiba Social Media é o melhor lugar para fazer o debate, porque quem está aqui é uma galera jovem, que está sempre conectada”, avalia Waltrick. O engenheiro da Copel Telecom Julio Martins conta que esta é uma das preocupações que guia os trabalhos da empresa, que produz um conteúdo focado no chamado “heavy user”, aquele usuário que utiliza a usa muito a internet e para coisas “pesadas”, como enviar vídeos e jogos online.

Distúrbios

Usar a internet demais é sinal de doença? A bola foi levantada pelo jornalista Rafael Waltrick, que comentou sobre a existência de clínicas de reabilitação para viciados em jogos em países como China, que ficaram famosos com a divulgação de documentários sobre o tema.

Twitteiro “full time” e médico psiquiatra nas 72 horas vagas de sua semana, Marcelo Arantes defende que não. Brincadeiras à parte, Arantes trabalha com psiquiatria e conta que já recebeu pacientes em estado grave, destes que ficam o dia inteiro no quarto e deixam de comer, dormir e tomar banho para jogar online.

“Mas se for ver é um cara que já tinha uma fobia social, uma baixa auto-estima, e que muitas vezes encontrou na internet um espaço”, explica. Nestes casos, ele defende tratar “esta fobia de base que está por trás”. O uso indiscriminado da internet não é o problema em si, mas a forma como uma doença, distúrbio ou angústia se manifesta.

Curitiba Social Media - veja como foi

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