Fabricio Lira, líder de dados e inteligência artificial da IBM| Foto: Divulgação/IBM

“A inteligência artificial será como a energia elétrica: ninguém pergunta se tem, você só usa. A diferença é que entre inventar a eletricidade e tê-la disponível em casa se passaram 200 anos, e nossa velocidade de hoje é outra”. A analogia é de Fabricio Lira, líder de dados e inteligência artificial da IBM. Lira vem a Curitiba palestrar sobre as tendências na aplicação da inteligência artificial no evento ViaSoft Connect, que acontece em 9 e 10 de setembro.

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A expectativa é que, muito em breve, conversar com seu carro, demandar tarefas dos objetos de casa e deixar que um robô faça grande parte do trabalho mecânico do escritório se torne o status quo. “Daqui a algum tempo, você não vai pensar que é legal interagir com o carro — esse vai ser o padrão”, prevê Lira.

Hoje, o atendimento por chatbots ou a identificação de padrões de comportamento nas redes sociais ainda são a aplicação mais comum da inteligência artificial. Esses exemplos integram o rol de setores em que a inteligência artificial já é considerada madura. Como os usos possíveis dessa tecnologia não são poucos, Lira divide o campo em duas grandes áreas. A primeira, “narrow AI”, são as que trabalham dentro de um domínio específico – como o atendente virtual de empresas de telefonia. “Uma boa parcela dos atendimentos de chatbots termina com a pessoa dizendo ‘muito obrigado, meu filho, Deus te abençoe’. A pessoa não se dá conta que está falando com um robô, porque é uma experiência humanizada”, ele conta.

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Mas é na segunda área, a “broad”, que reside o grande desafio atual: fazer com que a tecnologia consiga navegar entre domínios com coerência, formulando hipóteses, debatendo com uma pegada mais “humana”.

80% dos dados ainda são inexplorados

Segundo Lira, o mercado brasileiro está cada vez mais aberto para testar esse avanço da tecnologia. Em julho, o Grupo Boticário anunciou os primeiros perfumes do mundo desenvolvidos com um sistema de inteligência artificial da IBM, o Phylira, em parceria com a alemã Symrise, que fornece fragrâncias ao grupo. Ainda sem nome, eles serão lançados em 2019.

“Montar uma fragrância é um processo científico e não artístico. O grande processo que uma empresa precisa passar para utilizar a inteligência artificial é entender quais dados compõem a companhia. 80% desses dados ainda são inexplorados”.

Fabricio Lira, líder de dados e inteligência artificial na IBM

Caminhando nessa perspectiva, a IBM já aplica a inteligência artificial em análise de documentos de escritórios de advocacia, na combinação de cores que determina o melhor tom de produto com relação ao tom de pele, ou ainda diagnosticar melanomas através de imagens. "Não tem como saber se a inteligência artificial vai dar retorno sem testar e experimentar", declara.

Futuro vem com o 5G

E o que falta para que a tecnologia integre cada vez mais a realidade? Em grande parte, velocidade da rede. O advento do 5G tende a impulsionar a “internet das coisas”. “A velocidade de conexão vai ser de 10 a 20 vezes mais rápida do que a gente tem hoje. Será possível conversar com assistentes no timing de um diálogo, o que hoje ainda é um bloqueio. Por mais rápida que seja a rede, ela apresenta limitações".

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Outro ponto em desenvolvimento é a política de privacidade de dados, que tem ganhado grande importância no setor e teve sua discussão alavancada pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, sancionada no Brasil em 2018.

“A IBM respeita e garante que 100% dos dados das empresas que nós trabalhamos pertencem a elas. Nenhum dado é usado sem o consentimento dos nossos clientes”, esclarece.

Serviço

ViaSoft Connect

Quando? 9 e 10 de setembro de 2019

Onde? Expo Unimed. R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300, Campo Comprido, Curitiba (PR).

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Quanto? A partir de R$ 329 no site.

Telefone: (41) 4007-2305.