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Dados do IBGE

Desemprego sobe em todas as regiões do país, com impacto maior no Nordeste

Taxa de desocupação chega a 10,9% na Bahia enquanto governo articula redução na jornada de trabalho.
Taxa de desocupação chega a 10,9% na Bahia enquanto governo articula redução na jornada de trabalho. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

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A taxa de desemprego aumentou em todas as regiões do Brasil no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), gerida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstram que a Região Norte segue com a maior taxa de desocupação do país, 8,4%.

No quadro geral, o país registrou desemprego de 6,1%, aumento de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, porém, houve uma redução de 0,9 ponto percentual. É o menor nível para a época em toda a série histórica.

Nenhuma das 27 unidades da federação apresentou queda no percentual de pessoas desocupadas. Entre as 15 em que houve alta, a maior foi em Pernambuco, com um acréscimo de 2,5 pontos percentuais, seguida do Piauí (2,2) e do Paraná (1,6). O maior índice, no entanto, ainda é na Bahia, 10,9%.

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A informalidade também pesou nas más notícias ao Nordeste. A taxa é de cerca de 40%, chegando a 57,8% no Maranhão. No lado oposto, a menor taxa de informalidade foi registrada em Santa Catarina, 25,3%.

Os dados demonstram ainda o crescimento da informalidade no trabalho doméstico. Enquanto no primeiro semestre de 2025 os trabalhadores domésticos representavam 24,2% da amostra, na atual pesquisa a taxa caiu para 23,8%. No setor privado em geral, 25,3% dos trabalhadores não possuem carteira assinada.

Os dados surgem na esteira da discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1, com redução gradual da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial. Críticos à proposta apontam risco de elevação no desemprego e na informalidade, com impactos no Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo assim, o governo aposta na pauta como vitrine em ano eleitoral.

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