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Setor público

Dívida pública bate R$ 10,8 trilhões e chega a 81,9% do PIB em junho

Governo federal, estados e municípios enfrentam acumulação de juros contraem novas dívidas.
Governo federal, estados e municípios enfrentam acumulação de juros contraem novas dívidas. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

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A dívida pública atingiu 81,9% do PIB em junho de 2026, passando de R$ 10,6 trilhões (81,4%) para R$ 10,8 trilhões, uma alta de 0,9 ponto percentual. O resultado foi influenciado pela acumulação de juros e aquisição de novas emissões de dívida, mas amortecido em 0,5 ponto percentual em decorrência da melhora no PIB. Os dados são do relatório de estatísticas fiscais do governo federal, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31).

A estatística abrange o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os governos estaduais e as prefeituras. Os cálculos ainda dão conta de que a redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) é a variável com maior potencial de abrandar a dívida.

A dívida líquida – que desconta os créditos e haveres do setor público – também cresceu, mas em ritmo menor, 0,6 ponto percentual, chegando a R$ 9 trilhões, ou 68,5% do PIB.

O indicador dívida-PIB ajuda a entender o risco de se investir no Brasil, funcionando como um termômetro da capacidade do Estado em honrar com seus compromissos.

O salto na taxa de juros, que ajuda a explicar a variação, foi de R$ 61 bilhões, em junho de 2025, para R$ 110,7 bilhões agora. Com isso, o setor público enfrenta um déficit de R$ 1,3 trilhão, equivalente a 10% do PIB.

Os resultados confirmam a deterioração já adiantada pelo Tesouro Nacional. A União enfrentou um déficit primário de R$ 47,2 bilhões em junho, mas o acumulado nos últimos 12 meses é quase o triplo disso, R$ 139,7 bilhões. Enquanto isso, estados e municípios passam, desde o início do ano, por uma melhora nas contas, com um superávit de R$ 22,1 bilhões.

Em meio à crise no orçamento federal e às articulações do ano eleitoral, o governo tem lançado programas e benefícios que seguem aumentando as despesas. Mesmo assim, houve um desbloqueio de R$ 5,7 bilhões no Orçamento que liberou R$ 1,2 bilhão em emendas parlamentares, ao mesmo tempo em que manteve o bloqueio de R$ 1 bilhão no Ministério da Saúde.

Leia o relatório na íntegra.

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