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São Paulo – O dólar comercial foi negociado a R$ 1,810 para venda, com decréscimo de 1,30%, nas últimas operações de ontem. Trata-se da menor cotação desde 15 de agosto de 2000, quando a moeda americana bateu R$ 1,804.

Profissionais de mercado atribuíram a derrocada do dólar à cena externa fortemente favorável ontem. "Quando lá fora fica muito positivo, a tendência é que o fluxo de recursos para o Brasil aumente ainda mais. E a tendência do dólar é de queda, não tem jeito", avalia Mário Paiva, analista da corretora Liquidez.

A Bovespa atinge níveis recordes, sustentada justamente pelo forte volume financeiro de investidores estrangeiros. Em setembro, o saldo de investimentos estrangeiros é positivo em R$ 2,793 bilhões. Em junho, julho e agosto, os saldos foram negativos.

Apesar da expectativa de uma parcela dos profissionais do mercado, o Banco Central ainda não retomou os leilões de compra de moeda.

"O Banco Central não vai entrar no mercado se ele não perceber um volume anormal de recursos. E por enquanto, o que está acontecendo é o fluxo normal, de mercado. O presidente do BC [Henrique Meirelles] já foi muito claro: o governo não tem meta cambial, tem meta de inflação", diz Paiva.

João Medeiros, diretor de câmbio da corretora Pioneer, chama a atenção para os fundamentos econômicos da economia brasileira. "A Balança comercial, apesar do aumento violento das importações, continua indo bem e deve fechar ano com uns US$ 42 bilhões de superávit. Os investimentos externos continuam fortíssimos, num ritmo que eu não via desde as privatizações. E o ‘dinheiro cigano’ [em aplicações financeiras no país] não pára de entrar."

O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revelou que o mercado financeiro ajustou a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de 4% para 4,02%. Em relação aos juros as previsões foram mantidas. A expectativa é de um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária. Para 2008, a projeção é que a Selic chegue a 10,25% ao ano em dezembro.

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu outubro com uma nova marca histórica. Os investidores deixaram para trás o nervosismo com os problemas do mercado de crédito imobiliário americano. Em paralelo, a valorização das ações do setor de mineração e siderurgia deram fôlego renovado aos negócios.

O Ibovespa, índice que acompanha as ações mais negociadas, finalizou o dia em alta de 3,10%, na marca histórica dos 62.340 pontos. O volume financeiro foi de R$ 6,36 bilhões, acima do volume médio diário de setembro (R$ 4,73 bilhões) e do ano (R$ 4,34 bilhões).

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