Tevês à venda no comércio de Brasília: aparelho começou trajetória de alta em julho| Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A alta do dólar pode estar começando a afetar os preços de alguns eletroeletrônicos que utilizam componentes importados. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), responsável pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), mostram que o preço dos televisores em São Paulo subiu 2,20% em julho. O item tinha registrado queda no fim de junho, de 0,15%. Depois disso, passou a subir. Na primeira leitura de julho, subiu 1,19%; na segunda, 1,06%; e na terceira, 1,85%. O dólar sobe há três meses consecutivos. Só em julho, a moeda norte-americana acumulou ganho de 2,11%.

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Apesar de ponderar que é difícil mensurar os efeitos do câmbio nos produtos, o economista e coordenador do IPC, Rafael Costa Lima, acredita que isto já pode estar acontecendo porque o setor de eletroeletrônicos importa vários componentes. Segundo ele, os sinais da depreciação cambial tendem a ficar mais evidentes nas próximas leituras do IPC.

No acompanhamento de preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o aparelho de tevê também subiu em julho. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) mostrou um avanço de 1,22% para estes itens.

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Queda

O dólar interrompeu uma série de cinco altas e fechou em queda ontem, a R$ 2,2879 para venda. A queda, de 0,61%, começou logo que foi divulgada desaceleração no ritmo de contratações nos Estados Unidos em julho, pouco tempo após o início dos negócios. Com esse cenário, o Federal Reserve, banco central do país, poderá manter por mais tempo seu programa de recompra de ativos e, assim, manter a atual liquidez nos mercados.

Pouco tempo após a divulgação dos dados norte-americanos, o movimento de queda perdeu força e o dólar passou a operar praticamente estável ante o real, momento em que o BC anunciou a realização de um leilão de swap cambial tradicional –equivalente a venda de dólares no mercado futuro. A atuação do BC ocorreu no momento em que o dólar estava próximo de R$ 2,30, sugerindo que a autoridade monetária quer manter a moeda abaixo deste patamar por ser inflacionário.