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Importações

Durigan volta a ameaçar retorno da taxa das blusinhas

Ministro da Fazenda disse que já há dados indicando que fim da cobrança aumentou importações.
Ministro da Fazenda disse que já há dados indicando que fim da cobrança aumentou importações. (Foto: Washington Costa/MF)

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que sua equipe pode propor ao presidente Lula (PT) o retorno da chamada "taxa das blusinhas", uma vez que já se observou o aumento nas importações. Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco concedida nesta segunda-feira (27), Durigan revelou que a pasta aguarda para coletar dados suficientes para a reavaliação da política.

"Estamos fazendo período de amostragem para ver qual o impacto, e temos visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente já tem todo o controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora dos padrões e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança", afirmou.

Não é a primeira vez. No dia seguinte ao fim da cobrança, Durigan já havia sinalizado que esta era "regulatória" e que poderia ser revista "caso haja algum desarranjo".

Cobrança tentou prestigiar comércio nacional, mas estudos não detectaram impacto relevante

Judicialização deu a Toffoli poder para retomar taxa das blusinhas. O ministro, no entanto, decidiu seguir o rito normal, com participação do plenário. Judicialização deu a Toffoli poder para retomar taxa das blusinhas. O ministro, no entanto, decidiu seguir o rito normal, com participação do plenário. (Foto: Luiz Silveira/STF)

Instituída em agosto de 2024, a tarifa buscava fomentar a compra no mercado nacional, onerando o consumidor em 20% para compras internacionais de até US$ 50 e em 60% para compras acima disso. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) obteve que o crescimento dos salários não passou de 1% em cada setor, enquanto os postos de trabalho se compensaram entre as diferentes áreas.

A volatilidade da política levou a Confederação Nacional da Indústria (CNI) a judicializar o tema. A ação direta de inconstitucionalidade (ADI) foi distribuída ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que se negou a conceder uma liminar retomando a taxa e concedeu vista à Procuradoria-Geral da República (PGR), que já está há um mês com a ação, sem emitir seu parecer.

Para a CNI, a imposição da cobrança ao consumidor de marketplaces como Shein e Shopee é necessária para manter a sobrevivência das empresas no Brasil. Sem isso, argumenta, há o risco de danos de natureza continuada e de difícil mensuração individual".

"Não se questiona, obviamente, o direito da população ao amplo acesso a bens nacionais ou importados. O que se impugna é que esse acesso seja promovido à custa do agravamento das assimetrias concorrenciais suportadas pelos setores produtivos nacionais, da transferência de empregos e renda ao exterior e da renúncia fiscal relevante", complementa.

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