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O grupo europeu de aeronáutica e defesa EADS anunciou nesta sexta-feira que agora detém 100% do controle da fabricante de aviões Airbus, após ter comprado, por 2,750 bilhões de euros, os 20% das ações restantes, que estavam nas mãos da britânica BAE Systems.

O valor da participação da BAE Systems na Airbus foi calculado por um analista independente depois que a própria empresa anunciou em junho a venda de suas ações, informou a EADS num comunicado. O grupo EADS pagou a soma com fundos procedentes de recursos disponíveis.

O conselho de administração da BAE Systems recomendou a seus acionistas no começo de novembro que aceitassem a venda de sua parte da Airbus por 2,750 bilhões de euros.

O preço, inferior ao inicialmente calculado pela empresa britânica, foi justificado pelos gerentes da BAE Systems diante das "perspectivas difíceis a curto e médio prazo" que deve enfrentar a Airbus, "sobretudo no que diz respeito a seus principais projetos", especialmente o A380 e o A400M.

A EADS se transformou na única proprietária do fabricante europeu de aviões em um momento delicado para a empresa, imersa em uma grande crise após sucessivos anúncios de atrasos na entrega dos primeiros aviões gigantes A380, seu projeto mais ambicioso dos últimos anos.

Na segunda-feira passada, a EADS anunciou a substituição do presidente da Airbus, Christian Streiff, por um dos dois co-presidentes do consórcio, o francês Louis Gallois.

Trata-se da segunda troca da direção do fabricante de aviões em pouco mais de três meses, depois que em julho passado Streiff substituiu Gustav Humbert.

Os atrasos no calendário do A380, que já tem dois anos em relação ao calendário inicial, poderiam repercutir negativamente em suas contas em cerca de 5 bilhões de euros, segundo os analistas.

Gallois anunciou um ambicioso plano de ajuste da Airbus que inclui supressões no uso "da estrutura" mas não da fabricação e que prevê aplicá-la de forma "equilibrada" entre os diferentes países-membros da empresa.

A própria EADS encontra-se imersa em rumores sobre a mudança de seu conjunto de acionistas, sobretudo após o anúncio da alemã DaimlerChrysler, proprietária de 30% das ações, que poderia desfazer-se de 7,5% das mesmas.

Além disso, a Rússia compôs com 5% da EADS através de um banco público de investimentos, enquanto a Espanha, que controla 5,44% através da Sociedade Espanhola de Participações Industriais (Sepi), também se mostrou disposta a aumentar seu aporte financeiro para garantir os empregos no país.

Leia mais: O Globo Online

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