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Programa Cidades do Futuro, da Visa, terá parceria do Ebanx para incentivo a pagamentos com cartão
Programa Cidades do Futuro, da Visa, terá parceria do Ebanx para incentivo a pagamentos com cartão (Foto: Divulgação/Visa)| Foto: DaniloStoqui

Conhecida por fazer o processamento de pagamentos cross-boarder, (garantindo a usuários do Brasil e outros sete países da América Latina o acesso a serviços e produtos de empresas estrangeiras como Spotify e Airbnb), a fintech curitibana de presença global Ebanx dá mais um passo em direção à conquista de mercados locais, desta vez no mundo offline. A empresa se tornou parceira do programa Cidades do Futuro, da Visa, que incentiva o uso de modalidades de pagamento eletrônico em municípios onde o comércio ainda é movido essencialmente por dinheiro vivo.

A startup entra como um dos motores de expansão do projeto, iniciado em 2018 na paraibana Campina Grande, na paraense Belém e em Maringá. Por meio do Ebanx, o programa chegará às também paranaenses Cascavel e Paranaguá dentro das próximas semanas e depois se expande para outros 15 pontos do estado ainda neste ano.

Essa entrada do Ebanx no mercado físico local vem rápido, menos de dois meses depois do início da oferta de soluções online para empresas brasileiras, mas o mapa traçado (ou revelado) até agora ainda é modesto se comparado às dimensões já alcançadas pela fintech. “O roadmap que temos é para esses 17 núcleos [previstos no programa], nosso foco de expansão física é Paraná”, garante o cofundador e CFO do Ebanx, Wagner Ruiz.

Teste de terreno

A atuação dentro do programa Cidades do Futuro é considerada um projeto piloto pelo Ebanx, para sentir o terreno antes de a companhia colocar de vez o segundo pé no mercado local. O primeiro já pisa território brasileiro desde o mês de abril, mas apenas o digital; agora é a vez de pisar o mundo físico.

A investida é conduzida pela Ebanx Pagamentos, empresa que foi criada pela fintech justamente para administrar as operações nacionais, iniciadas com serviço prestado ao Clube Athletico Paranaense e ao coworking Aldeia, ambos de Curitiba. A exemplo daquela primeira movimentação de foco local, essa nova jogada também se dá no próprio quintal de casa, mais uma vez por escolha da empresa, de acordo o diretor financeiro Wagner Ruiz.

“A grande palavra do Ebanx é acesso. [...] A gente sempre teve como ideia entrar no mundo físico e quando a gente se aproximou da Visa, quando esse projeto casou com a gente, a minha questão foi: precisa começar no Paraná”, revela Ruiz, e completa: “a gente queria que [a atuação] levasse benefício [para a sociedade]”.

Pela parceria firmada com a Visa, a companhia ficaria responsável por espalhar – em um primeiro momento - 180 maquininhas de cartão para estabelecimentos de Cascavel e Paranaguá, mas os números já começarão mais altos. A empreitada terá, logo de saída, a distribuição de 500 equipamentos, com expectativa de chegar a três mil maquininhas conforme o programa avance só nessas duas localidades.

Ainda na expansão do programa no Paraná, o Ebanx deve aumentar a capilaridade e marcar presença em 17 núcleos urbanos paranaenses que concentram 78 cidades, população de quase três milhões de habitantes e 39 mil estabelecimentos comerciais. As outras 15 “cidades principais” que devem receber a iniciativa ainda em 2019 são Irati, Guarapuava, União da Vitória, Telêmaco Borba, Ibaiti, Apucarana, Ivaiporã, Cianorte, Paranavaí, Umuarama, Loanda, Marechal Cândido Rondon, Toledo, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão.

Ao incentivar a aceitação e o uso do ‘dinheiro de plástico’, o objetivo do programa é promover a formalização da economia, estimular a geração de emprego e renda, além de evitar episódios de criminalidade relacionados à circulação de dinheiro em espécie.

Conforme estudos realizados pela Visa, a adoção do pagamento eletrônico tem potencial para produzir resultados da ordem de R$ 734 milhões ao ano para Cascavel e de R$ 500 milhões para Paranaguá, divididos entre economia de tempo para os consumidores, aumento de receita para o varejo e crescimento econômico para o governo.

Cidades do Futuro

Nessa fase de expansão, o programa da Visa vai chegar a cerca de 200 municípios de todo o país com objetivo de alcançar resultados similares àqueles conquistados nas três cidades pioneiras, de acordo com o vice-presidente de Novos Negócios da Visa, Eduardo Barreto. Em Campina Grande, Maringá e Belém, houve crescimento de 20% no volume de uso de cartões, curva superior à média observada no Brasil.

Classificado por Barreto como um programa de inclusão, o executivo destaca os benefícios diretos gerados quando a população passa a utilizar as moedas digitais, “seja para o cidadão, seja para o comércio, seja para o governo. [...] é bem mais do que só a colocação de maquininhas no comércio, é um círculo virtuoso que a gente procura criar”, avalia.

Os municípios que serão abarcados pela ampliação do programa Cidades do Futuro foram avaliados e selecionados a partir de estudos realizados de modo a identificar os locais com maior potencial para serem centros regionais de desenvolvimento. Para tanto, tomou-se como base dados locais com o número de cartões por habitante, o volume de transações de débito e crédito e a relação de maquininhas de pagamento por habitante e por quilômetro quadrado.

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