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Computador de um colaborador da Creditas| Foto: Reprodução/LinkedIn

Com previsão de triplicar seu faturamento a cada ano pelos próximos três anos, a fintech de crédito Creditas já traçou os primeiros objetivos para 2020. O plano de ação da startup tem duas frentes: uma é ampliar seu portfólio de crédito consignado, com a oferta de opções para a compra de bens de consumo, viagens e cursos de pós-graduação; a outra, dar seu primeiro passo no mercado internacional, levando soluções de crédito também para o México.

De acordo com Sérgio Furio, CEO e fundador da fintech, todos os produtos oferecidos pela empresa no Brasil serão disponibilizados aos clientes mexicanos a partir do ano que vem — tudo conforme as condições financeiras e de regulação locais. A sede naquele país abre as portas em breve, ainda em 2019, com processo de contratação da equipe a ser finalizado neste mês de novembro.

Enquanto gesta seus planos para o México, na terra natal a Creditas quer dar novas dimensões ao seu segmento de crédito consignado. “Queremos fazer com que os brasileiros realizem seus sonhos, como a reforma da casa e um MBA, sem que precisem recorrer a um empréstimo tradicional”, disse o vice-presidente de consignado privado da Creditas, Ramires Paiva, à Gazeta do Povo.

 Ramires Paiva, vice-presidente de consignado privado da Creditas
Ramires Paiva, vice-presidente de consignado privado da Creditas

A partir de 2020, a fintech vai vender eletrodomésticos, eletroeletrônicos, viagens e até cursos de pós-graduação com pagamento por meio do desconto direto em folha — e promessa de juros abaixo do praticado no mercado. A proposta é oferecer itens de alto valor a clientes com pouco acesso a crédito, atendendo funcionários de ao menos mil empresas parceiras. A solução entrou em teste recentemente para quem deseja reformar a casa. Conforme a startup, fornecedores para as demais modalidades estão em análise.

Segundo Paiva, o novo consignado vai “dar poder de compra ao cliente” sem prejudicá-lo na esfera financeira. “Queremos estimular a economia com taxa baixa de juros e com dívidas que, de fato, possam ser pagas pelos brasileiros”, destacou Paiva, apesar de não entregar quais valores serão praticados.

Enquanto a taxa de juros para crédito consignado atingiu média nacional de 38,2% ao ano em outubro, a fintech oferece juros a partir de 16,6% — diferença justificada pelo custo operacional mas baixo do que o dos concorrentes. “Também captamos dinheiro no mercado de forma mais eficiente e temos um alto controle da inadimplência”, garantiu.

Paiva foi um dos fundadores da Creditoo, startup de crédito consignado para funcionários de empresas privadas, adquirida pela Creditas em agosto, em transação que não teve valor revelado. A operação fez parte dos planos da fintech para expandir seus serviços financeiros, traçado quando recebeu aporte de US$ 231 milhões em julho, liderado pelo grupo japonês SoftBank.

De acordo com a fintech, o consignado é o produto que mais cresce na empresa, mas o montante emprestado ainda está abaixo dos demais produtos, o que se explica pelo seu ticket médio mais baixo — a partir de R$ 500. O maior volume de crédito concedido pela financeira é o empréstimo com garantia de veículo, seguido pelo empréstimo com garantia de imóvel. As cifras, contudo, não são divulgadas pela Creditas.

Ano novo, sede nova

Para dar conta de tantas novidades e projetos ambiciosos, a Creditas contrata, em média, 200 novos profissionais a cada mês. Hoje, são 1.300 colaboradores que a partir de 2020 mudarão de endereço para acomodar também o crescimento futuro. O novo escritório é três vezes maior do que o atual, com capacidade para abrigar a crescente equipe por, pelo menos, quatro anos.

“Devemos fechar o ano com 1.500 funcionários. No final do ano passado, a minha empresa tinha apenas 20 funcionários, agora o setor de crédito consignado tem 200 pessoas”, comparou Ramires Paiva ao descrever o que era a Creditoo e o que ela se tornou dentro da Creditas.

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