O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, afirmou hoje que seu governo vai construir as bases para um novo sistema econômico e que o setor bancário deve fazer parte da recuperação econômica. Segundo Orban, o governo planeja introduzir um imposto temporário neste ano sobre bancos em seu novo programa econômico. A tributação expiraria em três anos.

O novo programa econômico pretende ajudar o governo a atingir sua meta de reduzir o déficit orçamentário a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O plano, que está sujeito a negociações com o setor bancário, envolve aumentar as receitas orçamentárias da Hungria com impostos bancários para 200 bilhões de florins (US$ 383,6 milhões), de 13 bilhões de florins neste ano.

A Hungria também planeja gerar economias orçamentárias de 120 bilhões de florins ao limitar os gastos das instituições do governo. Os orçamentos dos ministérios serão revisados. Outra mudança planejada para o sistema fiscal húngaro é a redução da taxa de imposto corporativo a 10% para companhias com lucro anual de até 500 milhões de florins, o que vai afetar principalmente pequenas e médias empresas. Dentro de dois anos, uma taxa de imposto pessoal estável de 16% também será introduzida, juntamente com uma taxação sobre as famílias.

O partido Fidesz, que obteve uma vitória esmagadora nas eleições realizadas em abril, criticou as medidas de austeridade do governo anterior e os números sobre o déficit orçamentário, dizendo que há "esqueletos" no orçamento e que o déficit pode ser de 7% a 7,5% do PIB neste ano. O anúncio do novo plano econômico foi feito depois de uma reunião extraordinária de três dias entre autoridades do governo liderado pelo Fidesz e especialistas em economia. As informações são da Dow Jones.

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