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Rio de Janeiro – O mercado de trabalho industrial começou a responder, ainda que timidamente, ao recente aquecimento da atividade do setor. Em fevereiro, houve aumento de 0,5% no número de ocupados na indústria em relação a janeiro, no primeiro crescimento em comparação com o mês anterior após quatro meses de queda. Na mesma base de comparação, a massa salarial (folha de pagamento real) do setor cresceu 2,4%.

Isabella Nunes, economista da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), observou que o emprego e o salário na indústria, que mostraram desaceleração no ano passado, respondendo à perda de ritmo na atividade do setor no período, começaram a refletir agora o reaquecimento da economia que vem ocorrendo desde dezembro. Ela disse que o emprego sempre responde com algum atraso aos sinais da produção, como está ocorrendo neste início de ano.

Os dados da folha industrial foram "inflados" em fevereiro pelo pagamento de benefícios como 14.º salário nas indústrias extrativas (petróleo e mineração). O setor extrativo elevou a folha em 31% em fevereiro, em relação a janeiro, puxando para cima os dados da indústria em geral, cuja folha de pagamento real subiu 2,4% em comparação com o mês anterior.

Isabella explica que a folha está também influenciada pela queda na inflação e o aumento na ocupação, mas o principal impacto veio da extrativa. Na comparação com fevereiro do ano passado, a folha cresceu 2,1% e no acumulado do primeiro bimestre aumentou 0,8%.

Recuperação

Aumento de 0,5% no número de ocupados na indústria em fevereiro, em relação a janeiro, foi registrado pelo IBGE. Nos quatro meses anteriores houve queda da oferta de emprego.

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