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trabalho

Emprego temporário em alta

Expectativa de contratação é recorde para os últimos cinco anos no Brasil; De cada 10 novos funcionários, 3 devem ser efetivados

  • PorOsny Tavares
  • 14/09/2010 21:22
Daniel, Juliana e Tiago (da esquerda para a direita) já têm trabalho garantido para o próximo trimestre | Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo
Daniel, Juliana e Tiago (da esquerda para a direita) já têm trabalho garantido para o próximo trimestre| Foto: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo

Qualificação

Faltam candidatos com perfil para o comércio

Empresas de recursos humanos relatam encontrar dificuldades para preencher as vagas por falta de mão de obra qualificada. Mesmo para vagas no comércio, que não costumam exigir experiência prévia específica para o setor, vários candidatos não são aproveitados por não terem o perfil para relações com o público, segundo as empresas de RH.

"Este profissional não apenas vende. Ele precisa gostar de falar com as pessoas, explicar como o produto funciona e resolver problemas de clientes. Não priorizamos experiência, mas o candidato precisa estar qualificado para o atendimento", afirma Débora Matos, diretora da Pró-Eventos, especializada em recrutamento para promoções e campanhas de divulgação.

Débora também percebe a diminuição no número absoluto de candidatos. "Hoje, trabalhamos com uma média de 1 a 2 candidatos por vaga. Este número já foi de 5 candidatos para cada oferta de trabalho", compara. Danilo Padilha, que também é diretor da Neo RH, endossa as reclamações sobre falta de candidatos. "Entre 35% e 40% dos pretendentes não comparecem às entrevistas. E vários dos que continuam na disputa acabam sendo eliminados pela qualificação", avalia.

No setor industrial, que requer qualificação com cursos técnicos, as agências de RH enfrentam ainda problemas de rotatividade causada por disputas salariais entre empresas. "Há funcionários que trocam de empresa por R$ 50 a mais no contracheque", exemplifica Renata Garcia, coordenadora de recrutamento e seleção do EthiGroup, especializado em vagas para a indústria. Cerca de 30% das vagas temporárias de fim de ano são geradas neste setor, principalmente em fabricantes de alimentos, bebidas, brinquedos, eletrônicos, vestuário e papel. Os salários variam entre R$ 800 e R$ 1,1 mil. (OT)

Nos próximos três meses, 139 mil pessoas devem ser contratadas no Brasil para ocupar vagas de trabalho temporárias para o fim de ano – um crescimento de 11% em relação aos dados consolidados de 2009, segundo pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Assert­tem). Caso a estimativa se confirme, este será o fim de ano com o maior número de contratações temporárias desde 2006, quando a Asserttem começou a pesquisar o setor. O trabalho duro no fim do ano pode render um emprego mais duradouro: 30% dos temporários devem ser efetivados, a maior taxa desde 2007.

No Paraná, a instituição prevê a contratação de 7 mil pessoas para atender ao aumento de demanda gerado pelo Natal e Ano Novo. A maior abertura de vagas representa uma boa oportunidade para os jovens ingressarem no trabalho formal. Cerca de 70% das vagas são para o comércio, que não costuma exigir experiência prévia para admissão. De acordo com a Asserttem, 30% das vagas geradas neste ano, em todos os setores, deverão se tornar o primeiro emprego formal dos contratados. A associação não faz pesquisas sobre vagas informais, mas estima que este número dobre caso sejam incluídos os trabalhadores temporários sem registro em carteira.

Danilo Padilha, diretor regional da Asserttem no Paraná, espera um virtuoso avanço de geração de empregos em relação ao ano passado, superando inclusive a projeção estimada para 2010. "Temos várias situações favoráveis, com o fim da crise, a economia estável e a taxa de juros um pouco menor", analisa. O Paraná responderá por 5,03% da geração de vagas temporárias nacionais, o menor porcentual dentre os estados da Região Sul. Padilha acredita, porém, que os dados da pesquisa não demonstram um recuo do estado ante Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. "Nas estimativas, os três estados estão com números bastante próximos. Santa Catarina se beneficia do turismo litorâneo, e o Rio Grande do Sul tem uma população um pouco maior que a nossa", relaciona.

Salários

Tradicionalmente, os maiores empregadores na época do Natal são as lojas de rua, os supermercados e os shoppings. Para estes estabelecimentos, as principais funções contratadas são analista de crédito, atendente, auxiliar de crediário, embalador, estoquista, etiquetador, fiscal de caixa e de loja, operador de telemarketing, promotor de vendas, repositor e vendedor. A remuneração média fica entre R$ 650 e R$ 890, além do pagamento de horas extras e prêmios por desempenho, que podem até dobrar o ganho mensal.

O comércio é o setor que empregará, ao menos pelo próximo trimestre, os jovens Tiago Pedroso Pinto, 25 anos; Daniel Lopes, 27 anos; e Juliana de Jesus, 23 anos. Ontem, eles participaram de um processo de seleção para atuarem como promotores de venda de uma empresa de telefonia móvel e, junto com outras nove pessoas, foram aprovadas para a função.

"Quando a gente tem experiência só em loja, é mais difícil mudar de área (de trabalho), porque em outras exigem experiência no setor", relata Juliana, que durante os últimos cinco anos trabalhou como vendedora e caixa em lojas de roupas. Já Daniel, que nunca trabalhou em vendas, abandonou o último emprego, de caixa de supermercado, por não conseguir conciliar os turnos com o curso noturno de Enfermagem. "Resolvi abrir mão do emprego porque o mercado está amplo e tem muito espaço. Preenchi um ficha há quatro dias [para trabalhar na empresa de telefonia], mas não botei fé que iriam me ligar de volta", confessa.

Tiago é o que melhor representa a esperança de contratação. "Agora quero seguir carreira na área de marketing e vendas. Com o salário e a ajuda do Prouni (programa federal de concessão de bolsas de estudos), dá para pagar um curso superior", projeta.

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