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Quem faz

• Ano de fundação: 1977 (fábrica no Brasil)

• Em que área atua: Transporte

• Em que cidade atua: Em 111 países, 140 cidades, duas fábricas no Brasil, sede na Cidade Industrial de Curitiba.

• Quantos funcionários tem: 4 mil

• Quanto espera crescer em 2013: 20% sobre o faturamento de 2012

• Posição no mercado: Líder nacional na produção de chassis para biarticulados

• Por que é bem feito: como parte de seu trabalho, cria soluções para os problemas de transporte das grandes cidades

Elétrico

Para o futuro, empresa aposta suas fichas nos ônibus híbridos

A Volvo Bus Latin America também produz em Curitiba o chassi para ônibus híbrido, movido parte por combustível, parte por energia elétrica. A tecnologia foi desenvolvida em 2010 na Suécia e já abastece boa parte da Europa.

Adaptado para os países latinos com a ajuda de engenheiros brasileiros, em um investimento de US$ 12 milhões – sem contar os milhões gastos na composição do biodiesel como combustível, em Curitiba –, o modelo começou a ser fabricado por aqui no ano passado. A aposta rendeu à Volvo, em agosto deste ano, o maior contrato já fechado de uma única vez na América Latina. A empresa fechou negócio para fornecer 200 híbridos para dois operadores do transporte público de Bogotá, na Colômbia, no valor de US$ 64 milhões.

Vantagens

O modelo híbrido ainda custa 50% mais caro que o convencional, mas o custo de manutenção é similar. Além disso, reduz o consumo de combustível em 35% e emite metade dos gases poluentes de um motor comum.

Os planos da Volvo para os próximos anos são ambiciosos. Até 2015, a empresa planeja lancar na Europa um modelo híbrido plug-in (carregável na rede elétrica comum, em pontos instalados em terminais de ônibus). O dispositivo promete facilitar a operação do em longas distâncias e reduzir o consumo de energia. Um veículo totalmente elétrico está previsto para sair em 2017.

  • Chassis de biarticulados no pátio da Volvo: usados em vários países
  • Luís Carlos Pimenta começou a trabalhar na Volvo como estagiário em 1980. Hoje é o presidente da Volvo Bus Latin America
  • Fábrica da Volvo em Curitiba: demissões após ano de vendas em queda.
  • Por ano saem cerca de três mil unidades de chassis biarticulados da linha de produção que fica na região metropolitana de Curitiba
  • O chassi biarticulado produzido pela Volvo é vendido em dezenas de países e usado como solução para desafogar o trânsito de grandes metrópoles como Londres
  • O chassi biarticulado produzido pela Volvo é vendido em dezenas de países e usado como solução para desafogar o trânsito de grandes metrópoles como Londres
  • A indústria tem quatro mil funcionários e a estimativa é que o faturamento cresça cerca de 20% este ano

A cara do modelo de transporte coletivo de Curitiba, copiado em várias partes do mundo, surgiu com a vinda da primeira fábrica de ônibus da Volvo no Brasil. Atraída pela proximidade do porto de Paranaguá e do parque de autopeças de São Paulo, a empresa sueca começou a produzir na recém-inaugurada Cidade Industrial de Curitiba, em 1979. Foram os técnicos e engenheiros da Volvo Bus Latin America que trouxeram do exterior o primeiro modelo de ônibus articulado para o país – solução ideal para o sistema idealizado pela prefeitura da capital paranaense no fim da década de 1970. O objetivo, na época, era transportar um número grande de pessoas, de forma integrada e usando as vias estruturais desenhadas para interligar os quatro cantos da cidade.

SLIDESHOW: Veja as fotos da empresa

Em 1991, com o sistema curitibano vivendo dias de sobrecarga, a Volvo teve outra participação fundamental. Criou aqui o chassi para o primeiro ônibus biarticulado do Brasil, capaz de levar cerca de 270 pessoas – bem mais que as 80 dos ônibus convencionais. A solução, que veio acompanhada das estações-tubo e dos Ligeirinhos, funciona até hoje. Sozinho, um modelo biarticulado carrega uma média de três mil pessoas por dia na megalópole de São Paulo.

Não à toa, a Volvo é líder na produção de chassis desses gigantes e vende mais de três mil unidades por ano para mais de dez países, entre eles Índia, China, Turquia, Estados Unidos, Nicarágua, Jamaica, Colômbia e Argentina. "A grande razão de sucesso de um produto é a sua aplicação, e a sua aplicação vem da concepção de uma solução que resultou no ônibus biarticulado. Produto feito no Paraná, por paranaenses, para atender curitibanos e que se tornou uma solução global", explica o presidente da montadora e que era apenas um estagiário quando a empresa veio para cá, Luis Carlos Pimenta.

Perspectivas

Apesar do contexto econômico de desaceleração e do atraso nas obras de mobilidade para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, o presidente aposta em um forte crescimento do faturamento no último trimestre de 2013. Pimenta estima que a Volvo conseguirá fechar o ano com acréscimo de 20% em relação ao faturamento de 2012.

Atualmente, a empresa executa em Curitiba um investimento de R$ 200 milhões, anunciado em 2010, para a ampliação da fábrica. O plano possibilitou dobrar a capacidade de produção de algumas unidades, sobretudo motores e cabines.

Biarticulado exige planejamento

O ônibus biarticulado (modelo B340M) é o carro-chefe das operações da Volvo nas grandes cidades da América Latina. Esses gigantes de 20 a 30 metros de comprimento e capacidade para carregar o triplo de passageiros dos ônibus convencionais são parte da solução ideal para um transporte eficiente nos centros urbanos, mas exigem, em contrapartida, mais planejamento.

As proporções avantajadas também resultam em altos custos de manutenção e combustível que só se justificam se o veículo é usado nos horários e linhas de grande volume.

É por isso que a maioria dos ônibus biarticulados atua em linhas troncais que ligam regiões das cidades e redistribuem os passageiros para linhas menores. Esse sistema chamado de BRT (Bus Rapid Transit) exige corredores exclusivos para ônibus com grandes proporções e uma estação central responsável pela distribuição dos passageiros.

Volvo

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