A evolução das corporações está intimamente ligada ao desenvolvimento do capitalismo e é por isso que é comum ver economistas discutindo sobre o papel que elas exercem na sociedade. A companhia é uma forma de organizar empreendedores e, a partir do momento em que ela começa a funcionar, ela assume uma série de responsabilidades, como pagar impostos, seguir a legislação ambiental e as regras trabalhistas. Empresas também precisam se comprometer com fornecedores, bancos e clientes em uma série de relações de confiança que reduzem os custos de transação.

A formação de corporações também dá direitos, como a proteção de propriedade intelectual, acesso ao Judiciário e proteção do patrimônio particular dos acionistas. Por sua importância, as companhias passaram a obedecer uma série de critérios de transparência que têm como objetivo garantir à sociedade que sua gestão é responsável – algo essencial para que haja estabilidade na economia.

Desde a fundação da Companhia das Índias Orientais, no século 17, essa tem sido a melhor maneira de organizar operações complexas a um custo baixo. Sua maior fraqueza é que corporações tendem a perder o espírito inovador e muitas vezes vão à bancarrota por não acompanhar competidores menores e mais ágeis – um processo batizado de "destruição criativa" pelo economista Joseph Schumpeter.

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