i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Abertura

EUA autorizam instalação da 1.ª fábrica americana em Cuba em 50 anos

Brecha no embargo permite aval a empresa de tratores para contratar e fornecer produtos a cubanos

    • Havana
    • Agência O Globo
    • 16/02/2016 21:19
    Restabelecimento das relações diplomáticas permitirá investimento privado dos EUA em solo cubano. | Adalberto Roque/AFP
    Restabelecimento das relações diplomáticas permitirá investimento privado dos EUA em solo cubano.| Foto: Adalberto Roque/AFP

    O governo de Barack Obama autorizou, pela primeira vez em 50 anos, a construção de uma fábrica de bandeira americana em Cuba. Em um novo passo no restabelecimento das relações diplomáticas entre Washington e Havana, iniciado há 14 meses, uma pequena empresa do Alabama chamada Cleber vai construir uma oficina com capacidade para montar mil tratores ao ano. A aprovação histórica foi anunciada nesta terça-feira (16) horas antes da assinatura de um acordo entre os antigos rivais que permitirá até 110 voos regulares entre os dois países.

    O Departamento do Tesouro comunicou, na semana passada, aos sócios Horace Clemmons e Saul Berenthal que estavam autorizados a implantar o negócio na zona especial econômica do Porto de Mariel — área que o presidente Raúl Castro impulsiona para atrair investimentos estrangeiros. Como a maioria republicana no Congresso resiste em derrubar o embargo à ilha, o governo Obama tem explorado brechas legais na legislação que sustenta o bloqueio.

    Bacardi exige que EUA revoguem licença da marca Havana Club a Cuba

    Fabricantes de bebidas com sede em Bermudas trava uma longa batalha com a ilha de Fidel pelo direito de usar o nome do rum

    Leia a matéria completa

    A aprovação da licença aos empresários faz parte das diretrizes anunciadas em setembro que permitem transações econômicas em “projetos humanitários” voltados ao desenvolvimento de uma atividade agrícola e rural independente em Cuba. Assim, foi possível autorizar a exportação de produtos que beneficiassem granjeiros cubanos, público-alvo dos tratores de Alabama.

    Clemmons e Berenthal querem começar a fabricar os equipamentos nos primeiros meses de 2017. O investimento inicial, estimado entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões (de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões), deve gerar emprego para 30 cubanos — mas a expectativa é expandir o efetivo para 300 empregados locais em cinco anos. Já o material usado na confecção virá inicialmente dos Estados Unidos. Segundo Clemmons, os sócios não esperam apenas vender produtos em Cuba, mas também ajudar a solucionar os problemas mais importantes da ilha. Berenthal, inclusive, nasceu em solo cubano, mas saiu de lá aos 16 anos.

    “Tenho dois países que durante 60 anos estiveram nos piores termos possíveis. Qualquer coisa que possa fazer para unir os dois países e sua gente é tremendamente satisfatório”, afirmou Berenthal à AP.

    A instalação da empresa é o primeiro passo significativo americano em solo cubano desde a Revolução Comunista de 1959, quando Fidel Castro assumiu o poder e nacionalizou propriedades e empresas americanas. A expropriação levou à imposição do embargo de tratos comerciais e empresariais que continua vigente, apesar dos recentes decretos de Barack Obama para suavizar as restrições.

    Entre as medidas flexibilizadoras do presidente democrata, um denominador comum: o incentivo à iniciativa privada em Cuba. As diretrizes de setembro ainda relaxaram as atividades de telecomunicações e de transporte na ilha, e permitiram a turistas americanos que viajarem ao país abrir contas em bancos locais. A ideia de Obama é blindar a aproximação com Havana para evitar a marcha a ré que uma possível vitória republicana nas eleições de novembro poderia impor à relação diplomática.

    O ministro cubano de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca Díaz, iniciou nesta segunda-feira uma visita de quatro dias aos EUA. Junto a ele, representantes do Ministério de Relações Exteriores, do Banco Central, da Câmara de Comércio e gestores de empresas cubanas.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    Máximo 700 caracteres [0]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.