BRASÍLIA - Para anunciar o pacote de estímulo à construção civil no início de março, a equipe econômica está fazendo os últimos ajustes no tamanho dos subsídios que serão concedidos a empresas e pessoas físicas que buscam a casa própria. Na mesa dos técnicos do Ministério da Fazenda estão ações que vão desde uma desoneração de até R$ 1,1 bilhão para materiais de construção até a possibilidade de abater o pagamento de juros com a compra de imóveis do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou que a ideia do governo é que o pacote resulte na construção de 500 mil casas populares neste ano e mais 500 mil no ano que vem. O estímulo à construção civil é visto pelo governo como um importante instrumento de combate aos efeitos da crise econômica mundial, uma vez que o setor é grande empregador e motor do crescimento.

Os maiores benefícios do pacote estão sendo direcionados para trabalhadores com renda até dez salários mínimos, que terão parte do custo subsidiada. A classe média alta será beneficiada com a elevação, de R$ 350 mil para R$ 500 mil, do valor máximo do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

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