Embora seja necessária uma discussão sobre o crescimento dos gastos públicos no Brasil, não se deve fazer "terrorismo", afirmou nesta quinta-feira (1º) o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Segundo ele, há uma "discussão de fim de mundo" de que, se o governo não voltar atrás em tudo o que foi feito nos últimos anos, "se não voltar o Estado mínimo, isso vai gerar uma grande crise".
"Isso é o que eu chamo de terrorismo e eu não negocio com terrorista... A política fiscal é perfeitamente consistente com as metas estabelecdias pelo governo", disse Barbosa a jornalistas convocados a pedido do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Há uma tentativa de terrorismo fiscal por parte de alguns analistas para forçar a expectativa de juros."
Barbosa avaliou que a taxa de juros não vai subir da maneira como está precificado no mercado futuro. Segundo ele, apesar do crescimento da economia, a apreciação da taxa de câmbio acaba freando a inflação.
"Não vejo trajetória perigosa para a inflação", acrescentou.
Barbosa prevê crescimento de 4,5 por cento da economia brasileira em 2010, mas a taxa pode ficar entre 4,5 por cento e 5 por cento.
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